A língua em Gil Vicente

uma descrição da sintaxe dos clíticos no Auto Pastoril Português

Autores

DOI:

https://doi.org/10.47456/rctl.v20i45.52620

Palavras-chave:

Clíticos, Diacronia, Português Clássico, Sintaxe

Resumo

O presente trabalho descreve o comportamento dos clíticos no Auto Pastoril Português e analisa os fatores que regem a colocação pronominal átona na referida peça teatral. A obra vicentina, dada a riqueza dos traços linguísticos dos personagens, constitui um local profícuo para se investigar as gramáticas que subjazem o Português Clássico e, dessa forma, serve como fonte de bons dados para dar continuidade aos estudos gramaticais sobre a história da língua portuguesa. Ancoradas no quadro teórico gerativista tabulamos e explicamos os dados seguindo contextos sintáticos disponíveis na literatura (Galves, 2015). Atestamos que a colocação dos clíticos no auto analisado apresenta uma alta frequência de próclise (77%) em orações raízes e coordenadas introduzidas por sujeito, objeto e sintagma preposicional, e nas orações coordenadas introduzidas apenas por conjunção coordenativa ou por oração adjunta atesta-se ênclises em todas as ocorrências (100%). Este resultado corrobora as hipóteses de Galves (2015) e Namiuti e Cruz (2023), segundo a qual as variações nas frequências de próclise e ênclise são reguladas por fatores sintático-gramaticais e não por questões sociais. 

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Biografia do Autor

  • Mireia Lêda Silva Santos, Southwest Bahia State University

    Mestranda em Linguística pelo Programa de Pós-Graduação em Linguística (PPGLin) da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), enquadrada como bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Graduada em Letras Vernáculas (Português e Respectivas Literaturas) pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB).

  • Cristiane dos Santos Namiuti, Southwest Bahia State University

    Professora titular da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), lotada no Departamento de Estudos Linguísticos e Literários (DELL/UESB), e professora do quadro permanente do Programa de Pós-Graduação em Linguística (PPGLin/UESB) e do Colegiado dos Cursos de Letras da UESB.  Doutora em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas (2008), com estágio de doutorado sanduíche na Universidade de Lisboa, Portugal (2006) e realizou pesquisa de pós-doutorado em Linguística pela UNICAMP (2008-2010).

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Publicado

07-09-2026