Entre o espaço e a memória

identidade regional no léxico toponímico em Libras

Autores

DOI:

https://doi.org/10.47456/rctl.v20i45.52659

Palavras-chave:

Léxico, Toponímia em Libras, Rio São Franciso

Resumo

O presente estudo tem como objetivo geral analisar de que maneira os sinais toponímicos em Libras participam da construção de representações espaciais e identidades regionais, com foco nos critérios de nomeação utilizados na atribuição de sinais a municípios alagoanos situados ao longo do curso do Rio São Francisco. Os estudos de Dick (1990; 1992), Faria-Nascimento (2009), Langacker (1987; 2008), Sousa (2019; 2022), além de outros, contribuiram para o aporte teórico deste estudo. Diante disso, a partir de uma pesquisa de abordagem qualitativa e descritiva, foram entrevistadas 4 (quatro) pessoas surdas, residentes ou naturais de municípios alagoanos que recebem o curso do Rio São Francisco, seguindo os critérios constantes no Projeto Atlas Toponímico em Libras do Brasil (ATLIB) (Sousa, 2026). Nos resultados, observou-se que os sinais toponímicos, demonstrados pelos surdos entrevistados, participam da construção de representações territoriais e identidades regionais ao incorporarem elementos da paisagem fluvial, principalmente o curso da água do Rio São Francisco, referências institucionalizadas, aspectos históricos locais, práticas socioculturais e influências do contato com a língua portuguesa. Nesse sentido, entende-se que o rio influencia nos critérios de nomeação, sobretudo, nos casos em que a paisagem fluvial emerge como elemento de maior saliência, como em Belo Monte, Penedo e Traipu.

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Biografia do Autor

  • Pollyanna Lino de Araújo, Universidade Federal de Alagoas

    Mestra em Linguística pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Linguística e Literatura (PPGLL/UFAL). Professora de Libras da Universidade Estadual de Alagoas - UNEAL. Desenvolve pesquisas em Linguística das Línguas de Sinais, com foco em sintaxe da Libras, onomástica e iconicidade.

  • José Affonso Tavares Silva, Universidade Federal de Alagoas

    Doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Linguística e Literatura da Universidade Federal de Alagoas (PPGLL/UFAL). Professor de Libras na Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (UFAPE). Atualmente, integrante do Grupo Educação de Surdos, Libras e Inclusão (G-Eslin).

  • Evely de Souza Mendonça Silva, Universidade Federal de Alagoas

    Mestranda pelo Programa de Pós-Graduação em Linguística e Literatura (PPGLL/UFAL). Professora de Libras no Instituto Federal de Alagoas (IFAL). Pesquisa Onomástica em Libras.

  • Alexandre Melo de Sousa, Universidade Federal de Alagoas

    Doutor em Linguística (2007) pela Universidade Federal do Ceará, com pós-doutorado na Universidade Federal de Santa Catarina e pela Unicamp. Professor Titular da Universidade Federal de Alagoas, atuando na área de Linguística Aplicada à Língua Brasileira de Sinais. Líder do Grupo Educação de Surdos, Libras e Inclusão (G-Eslin). Pesquisador Produtividade CNPq.

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Publicado

29-09-2026