Entre oclusivas alveolares e africadas
a percepção da (não)palatalização de /t/ e /d/ antes de /i/ em Macaúbas (BA)
DOI:
https://doi.org/10.47456/rctl.v20i45.52685Palavras-chave:
Sociofonética, Autopercepção identitária, (Des)palatalização, Oclusivas alveolaresResumo
Este estudo investiga a autopercepção identitária de falantes da comunidade de Macaúbas (BA) a partir da percepção do detalhe fonético fino relacionado à (não)palatalização das oclusivas alveolares /t/ e /d/ diante da vogal /i/. O objetivo central é examinar como diferentes realizações dos segmentos, palatalizadas e não palatalizadas, são percebidas e de que modo essas pistas fonéticas se associam a significados sociais e linguísticos vinculados ao falar local. A pesquisa fundamenta-se na perspectiva da sociofonética, especialmente em abordagens que tratam a variação fonética como recurso na construção de identidades. Metodologicamente, foram utilizados estímulos sonoros com e sem palatalização previamente gravados e disponibilizados em formulários on-line para a tarefa de percepção, sendo os dados analisados por meio de tratamento estatístico. Os resultados indicam que os falantes macaubenses não atribuem preferência categórica entre as variantes palatalizada e não palatalizada das oclusivas alveolares diante de [i], embora a variante não palatalizada apresente maior relevância na autopercepção dialetal em contextos específicos.
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