Da corte ao Estado Novo: singularidades em Mozart e Villa-Lobos
DOI:
https://doi.org/10.23871/dimensoes-n38-16808Resumen
Quase um século e meio separa o nascimento de Mozart do nascimento de Villa-Lobos. Na tragédia de Bajazzo, Norbert Elias nos mostra, com maestria, o drama da vida de um músico na corte de Salzburgo. Sua análise sociológica busca compreender um pouco da vida e da obra de Mozart, desde sua formação musical, proporcionada pelo pai, até o rompimento do músico com a “sua” corte e sua corajosa busca pela independência artística em Viena. A tragédia villalobiana é outra, mas não menos dramática. Villa-Lobos não foi músico de uma corte absolutista, como foi Mozart; não sofreu pensando em como sair de serviçal da corte para tornar-se livre, um músico do mundo. No entanto, os dois sofreram a angústia de buscar um lugar na sociedade de suas épocas. Mozart queria sair do julgo do mecenas, e o fez; Villa-Lobos queria ser empregado do mecenas/governo, e o fez. Para compreender e retomar este debate, trabalhou-se com as fontes de diálogo os autores Norbert Elias, Vasco Mariz, Bruno Kieffer, José Miguel Wisnik, Anália Cherñavsky e Arnaldo Contier.Referencias
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