A imprensa e o cronista: a oposição aos governos militares brasileiros em Carlinhos Oliveira

Autores/as

  • Márcia Pereira Silva; Jean Carllo Silva

Resumen

Este trabalho aborda a complexa relação existente entre sujeitosindividuais que atuaram na imprensa, compreendida enquanto instituiçãosocial, e os governos civil/militares brasileiros entre os anos de 1964 e 1985.Nesse sentido, destacamos a ação do jornalista e literato José Carlos Oliveiraque por sua escrita fortemente ancorada no cotidiano, no pretensamentetrivial, resultou em importantes flagrantes de um período marcado peloautoritarismo. Assim, analisamos as crônicas de Carlinhos Oliveira,sobretudo as publicadas no Jornal do Brasil no ano de 1968. Por meio dessesrelatos evidenciamos, também, o exercício da escrita como forma deoposição à ditadura, uma alternativa para aqueles que quiseram resistir, masnão optaram pela adesão aos grupos políticos organizados, nem pela via dasarmas, como propunha a guerrilha.

Biografía del autor/a

  • Márcia Pereira Silva; Jean Carllo Silva
    Márcia Pereira Silva: Professora colaboradora do Programa de Pós-Graduação em História da UniversidadeEstadual de Montes Claros. Atualmente é professora assistente da Faculdade de CiênciasHumanas e Sociais da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho/UNESP.

    Jean Carllo Silva: Possui graduação em Comunicação Social e especialização em Metodologia e Didática doEnsino Superior pela Fundação de Ensino Superior de Passos. Atualmente é professor eCoordenador de Atividades Complementares de Graduação (ACG) da Fundação de EnsinoSuperior de Passos.

Referencias

ALMEIDA, Aires (org.) - Dicionário Escolar de Filosofia. Plátano Editora, 2003.

ANDERSON, P. As origens da Pós-Modernidade. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1999.

CARVALHO, A. M. P. de. “O desafio contemporâneo do fazer ciência: em busca de novos aminhos/descaminhos da razão”. Serviço Social e Sociedade, n. 48, ano XVI,1995.

GUERRA, Yolanda. O projeto profissional crítico: estratégia de enfrentamento das condições contemporâneas da prática profissional. Guerra. Revista Serviço Social e Sociedade. São Paulo: Cortez, 91, 2007.

IANNI, Octávio. A era do globalismo. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1996.

SANTOS, Boaventura de S. Um discurso sobre as ciências. São Paulo: Cortez, 2006.

MOTA, A. E.; AMARAL, A. S. “Reestruturação do capital, fragmentação do trabalho e serviço social”. In: MOTA, A. E. (Org.). A nova fábrica de consensos. São Paulo: Cortez, 1998.

ROUANET, S. P. Mal-estar na modernidade – ensaios. 2. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.

SANTOS, Jair Ferreira dos. O que pós-moderno. São Paulo. Brasiliense, 1986.

SANTOS, Josiane S. Pós-modernidade, neoconservadorismo e Serviço Social. Revista Temporalis. Brasília: ABEPSS, 10, 2005.

____. Neoconservadorismo pós-moderno e Serviço Social Brasileiro. São Paulo: Cortez, 2007.

TONET, I. Modernidade, pós‐modernidade e razão. Revista Temporalis. Recife, Ed. Universitária da UFPE, ano V, n. 10, jul/ dez, 2006.

TOURAINE, Alan. Crítica da Modernidade. Petrópolis, Vozes, 1994.

Publicado

2013-11-11

Número

Sección

Artigos