ABRE CAMINHOS: PRÁTICAS DECOLONIAIS NO ENSINO DE ARTE PARA CRIANÇAS
ABRE CAMINHOS: DECOLONIAL PRACTICES IN EARLY CHILDHOOD ART EDUCATION
DOI:
https://doi.org/10.22535/04pvmm98Palavras-chave:
Arte Contemporânea, Decolonialidade, Educação InfantilResumo
O presente trabalho relata uma experiência pedagógica desenvolvida com crianças da Educação Infantil a partir da obra “Abre Caminhos”, da artista Tatiana Rosa. O objetivo é refletir sobre o ensino da arte contemporânea na Educação Infantil sob uma perspectiva decolonial, compreendendo-o como um campo fértil para a valorização de narrativas, corpos e saberes historicamente silenciados. A fundamentação teórica apoia-se em autoras/es como Paiva (2022), hooks (2020), Vergès (2023), Góes e Rosa (2021). Metodologicamente, a pesquisa parte de uma prática realizada no contexto do Estágio Curricular Supervisionado do Ensino da Arte na Educação Infantil. A experiência evidenciou tensões provocadas pela presença de referências às religiões de matriz africana, revelando a urgência de aproximar a arte contemporânea dos contextos escolares desde a infância. Conclui-se que o pensamento decolonial constitui uma via potente para tensionar práticas pedagógicas hegemônicas e promover abordagens mais plurais, sensíveis e comprometidas com o combate às desigualdades, ainda que o processo de decolonização institucional siga um curso lento e desafiador.
O presente trabalho relata uma experiência pedagógica desenvolvida com crianças da Educação Infantil a partir da obra “Abre Caminhos”, da artista Tatiana Rosa. O objetivo é refletir sobre o ensino da arte contemporânea na Educação Infantil sob uma perspectiva decolonial, compreendendo-o como um campo fértil para a valorização de narrativas, corpos e saberes historicamente silenciados. A fundamentação teórica apoia-se em autoras/es como Paiva (2022), hooks (2020), Vergès (2023), Góes e Rosa (2021). Metodologicamente, a pesquisa parte de uma prática realizada no contexto do Estágio Curricular Supervisionado do Ensino da Arte na Educação Infantil. A experiência evidenciou tensões provocadas pela presença de referências às religiões de matriz africana, revelando a urgência de aproximar a arte contemporânea dos contextos escolares desde a infância. Conclui-se que o pensamento decolonial constitui uma via potente para tensionar práticas pedagógicas hegemônicas e promover abordagens mais plurais, sensíveis e comprometidas com o combate às desigualdades, ainda que o processo de decolonização institucional siga um curso lento e desafiador.
Referências
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