“RESISTIR É PRECISO, FAZER NÃO É PRECISO”: AS CONTRARREFORMAS DO ENSINO MÉDIO NO BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.22535/cpe.v22i46.19329Abstract
Este artigo trata de resistências dos educadores às contrarreformas que incidiram sobre o ensino médio no Brasil. Fazemos uma reflexão sobre a história dos golpes de Estado realizados pela classe dominante em nosso país e sua relação com a educação. Reiteramos análises de aspectos legais, confrontando-os com as propostas educacionais progressistas, reconhecendo a década de 1980 como um marco na história da educação brasileira. Mostramos como os processos de resistência se fazem na sociedade civil e nas instituições. A vitória de forças de esquerda nas eleições de 2002 abriu caminhos para se confrontar as políticas neoliberais do período de Fernando Henrique Cardoso. O atual governo ilegítimo de Michel Temer ataca violentamente os direitos da classe trabalhadora e, no ensino médio, mais uma vez impede seu avanço conceitual e estrutural, com a atual contrarreforma. Concluímos o artigo defendendo a retomada das lutas em defesa da educação pública universal, gratuita, laica e das concepções da escola unitária e de formação politécnica. Nesses termos, a realização da Conferência Nacional Popular de Educação é mais uma perspectiva de resistência, além da mobilização de toda a sociedade contra o novo regime fiscal e as reformas trabalhista, da previdência e educacional.
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