A CONFIGURAÇÃO SUBJETIVA DE PROFESSOR DO ENSINO FUNDAMENTAL
DOI:
https://doi.org/10.22535/cpe.v0i48.21684Resumen
Esse artigo objetiva analisar como se dá a configuração subjetiva dos docentes contratados em regime temporário (PSS). A base teórica utilizada foi a teoria da subjetividade de González Rey que permite, a partir de uma abordagem sócio histórica, identificar aspectos da subjetividade dos sujeitos levando em consideração de que tais aspectos são desenvolvidos a partir da interação com o outro e com mundo. A subjetividade é constituída não somente a partir do aparato biológico do indivíduo, mas é vai se formando também pelas vivências e estruturada pela cultura produzida pela humanidade. Sendo assim, o homem interage ativamente com um mundo de ações, interpretações e sentidos. A atividade que o sujeito desenvolve, nesse sentido, pode ser um importante elemento da subjetividade. Levando em consideração a atividade de professor é que este artigo foi pensado, contemplando as condições de trabalhos dos docentes em regime temporário. A metodologia utilizada foi de caráter qualitativo, utilizando-se de Aguiar e Ozzela (2013), os núcleos de significação encontrados foram de Estabilidade/mudança e Autonomia, Prazer/Sofrimento. Os dados foram obtidos por entrevistas semiestruturadas e teste de complemento de frases. Isso para que o sujeito investigado pudesse expor, interpretar e refletir sobre as perguntas e respostas. Foi identificado que transitoriedade do local de trabalho é visto como algo negativo, bem como, a dificuldade de criação de vinculo e realização de um trabalho no decorre do ano letivo. Identificou-se aspectos da infância presente na escolha da profissão, porém a permanência se deu a experiências singulares da trajetória docente.
PALAVRAS-CHAVES: Subjetividade. Professor. Processo seletivo simplificado. González Rey.
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