Comunidades terapêuticas e população em situação de rua
Resumo
A internação psiquiátrica de pessoas em situação de rua está historicamente associada às práticas eugenistas e higienistas do final do século XIX e meados do século XX. Na atualidade, a história se repete de outras formas. Exemplo disto são as políticas estatais de limpeza dos centros urbanos através da gestão da circulação das pessoas em situação de rua a partir da segregação e manicomialização da vida. Os manicômios serviam de depósitos de gente considerada “desviante” e indesejada, lógica combatida com a promulgação da Lei nº10.216/2001, marco da Reforma Psiquiátrica brasileira, que inicia a substituição do modelo hospitalocêntrico por uma rede de cuidado em saúde mental pautada no cuidado em liberdade. Este resumo se propõe a apresentar as reflexões iniciais da pesquisa de mestrado da autora sobre o retorno da perversidade do manicômio com novas roupagens: as chamadas Comunidades Terapêuticas (CTs).
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