Indústria de desinformação e produção de subjetividades sitiadas

Autores

  • Franciani Bernardes Doutora em Ciências da Comunicação pela Universidad San Pablo-CEU, professora de comunicação da rede estadual do Espírito Santo
  • Gustavo Moura de Cavalcanti Mello Doutor em Sociologia pela Universidade de São Paulo (USP), professor do Departamento de Economia e do Programa de Pós-Graduação em Política Social da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)

Resumo

O artigo objetiva fornecer elementos para a compreensão dos nexos existentes entre as novas tecnologias de comunicação e informação e a conformação de um sistema de desinformação, no qual se destacam redes e plataformas sociais digitais. Busca-se refletir criticamente sobre alguns dos impactos do referido sistema sobre os processos contemporâneos de subjetivação e de socialização, em particular as dinâmicas de massificação social e de estabelecimento de relações imunitárias contra as formas de alteridade, dinâmicas essas que têm sido mobilizadas em favor de projetos políticos de cunho extremista e autoritário, imbricados com estratégias de “monetização” por parte de “empreendedores digitais”.

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Publicado

2026-08-20

Edição

Seção

Comunicações Orais - Democracia, participação e movimentos sociais