O Estado e a escassez: reprodução social no pós-cárcere

Autores

  • Mariana Chrystello Martins Minchio Doutora em Política Social pelo Programa de Pós-Graduação em Política Social da Universidade Federal do Espírito Santo (PPGPS/UFES).

Resumo

Este artigo analisa a reprodução social de mulheres egressas do sistema prisional do Espírito Santo, fundamentado na Teoria da Reprodução Social. A pesquisa, de natureza qualitativa, baseou-se em entrevistas com dez mulheres egressas que trabalharam em linha de produção prisional. O estudo investiga como o Estado e o capital administram a vida dessas mulheres no pós-cárcere por meio da produção sistemática da escassez, desumanização e morte. Os resultados demonstram que a transição para a liberdade não rompe com a punição, mas a reconfigura na negação de direitos, precarização do trabalho e sobrecarga de cuidados na família. Conclui-se que o acesso desigual às políticas públicas é um mecanismo ativo de desvalorização da força de trabalho feminina e racializada no capitalismo dependente.

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Publicado

2026-08-20

Edição

Seção

Comunicações Orais - Direitos humanos, segurança pública e sistema jurídico