O SUS constitucional entre direitos e desmonte: reflexões sobre o desfinanciamento da saúde

Autores/as

  • Elana da Silva de Cristo Mestranda em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás e Assistente Social da Universidade Federal de Goiás - CEPAE.
  • Tereza Cristina Pires Favaro Doutora em História e professora do Curso do Serviço Social da Universidade Federal de Goiás.

Resumen

Este artigo propõe uma análise das contradições entre sistema único de saúde (SUS), estabelecido pela Constituição Federal de 1988 e regulado pelas Leis nº 8.080/1990 e nº 8.142/1990, e sua materialização no cotidiano atravessado pelo  ajuste fiscal permanente de feição neoliberal, uma estratégia de captura e redirecionamento do fundo público para garantir a rentabilidade do mercado financeiro em detrimento das políticas sociais e do investimento público. O estudo baseia-se na compreensão da saúde como um direito social universal resultante das lutas do movimento de reforma da saúde. O estudo, de abordagem qualitativa, elege o materialismo histórico-dialético como método de análise, fundamenta-se em pesquisas bibliográfica e documental, articulando o debate sobre a transição do subfinanciamento crônico, resultante da insuficiência histórica de recursos desde a Constituição de 1988,  para um processo institucionalizado de desfinanciamento intensificado pela Emenda Constitucional nº 95/2016. É problematizada a partir da disputa estrutural em torno do fundo público e dos projetos societários em disputa, ao mesmo tempo em que se reafirma a centralidade da luta pela seguridade social e pela defesa da saúde como direito universal.

Publicado

2026-08-20

Número

Sección

Comunicações Orais - Política Social: Fundamentos histórico-teóricos, análise, avaliação e financiamento