O rebatimento da crise estrutural do capital no Brasil: o processo de pauperização da classe trabalhadora

Authors

  • Renata Silva Souza
  • Marineia Viale Quinelato Vargas
  • Soraya Gama de Ataíde Prescholdt

Abstract

Este artigo consiste em analisar o processo de pauperização da classe trabalhadora considerado como uma das formas de expressão da “questão social” e seus rebatimentos nos últimos anos com o acirramento da crise estrutural do capital vivenciada no Brasil. Para tanto, realizou-se uma pesquisa bibliográfica e documental com as temáticas trabalho, precarização, crise estrutural do capital, questão social e pobreza. Pode-se observar que a acumulação de riqueza por parte do capital tem como consequência o pauperismo e a degradação das condições de vida da classe trabalhadora, ainda com forte presença na contemporaneidade.

References

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica: obesidade. Brasília: Ministério da Saúde; 2014. (Cadernos de Atenção Básica, n. 38).

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Obesidade. Brasília: Ministério da Saúde, 2006. (A. Normas e Manuais Técnicos) (Cadernos de Atenção Básica n.12)

Abeso. Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica. Diretrizes Brasileiras de Obesidade 3ª edição. São Paulo: Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica, 2009-2010.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos não Transmissíveis e Promoção da Saúde. Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico. Brasília: Ministério da Saúde, 2016.

Vieira CM, Turato ER. Percepções de pacientes sobre alimentação no seu processo de adoecimento crônico por síndrome metabólica: um estudo qualitativo. Rev. Nutr. 2010; 23(3):425-432.

Gusmão JL, Mion JRD. Adesão ao tratamento conceitos. Rev. Bras. Hipertensão. 2006; 13(1):23-25.

Cataneo C, Carvalho AMP, Galindo EMC. Obesidade e aspectos

psicológicos: Maturidade emocional, auto-conceito, locus de controle e ansiedade. Psicologia: Reflexão e Crítica. 2005;18(1):39-46.

Oliveira JAN, Barreto JDB, Mello AO, Freitas MCS, Fontes GAV. Percepção dos obesos sobre o discurso do nutricionista. In: Freitas MCS, Fontes GAV, Oliveira N (Org). Escritas e narrativas sobre alimentação e cultura [online]. Salvador: EDUFBA, 2008. p. 176-189.

Freitas MCS, Minayo, MCS, Fontes GAV. Sobre o campo da Alimentação e Nutrição na perspectiva das teorias compreensivas. Ciênc. Saúde Coletiva. 2011; 16(1):31-38.

Minayo MCS. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 11. Ed. São Paulo: Hucitec; 2008.

Santos AL, Pasquali R, Marcon SS. Sentimentos e vivências de obesos participantes em grupo de apoio: estudo exploratório. Online Brazilian Journal of Nursing. 2012; 11(1):3-10.

Marcuzzo M, Pich S, Dittrich MG. A construção da imagem corporal de sujeitos obesos e sua relação com os imperativos contemporâneos de embelezamento corporal. Interface. 2012; 16(43):943-954.

Moraes AL, Almeida EC, Souza, LB. Percepções de obesos deprimidos sobre os fatores envolvidos na manutenção da sua obesidade: investigação numa unidade do Programa Saúde da Família no município do Rio de Janeiro. Physis Revista de Saúde Coletiva. 2013; 23(2):553-572.

Kanno P, Rabelo M, Melo GF, Giavoni A. Discrepâncias na imagem corporal e na dieta de obesos. Rev. Nutr. 2008; 21(4):423-430.

Grejanin DKM, Pezzo TH, Nastri; V, Sanche VPP, Nascimento DDG, Quevedo MP. As percepções sobre o “ser obeso” sob a ótica do paciente e dos profissionais da saúde. Rev. Bras Crescimento Desenvolv. Hum. 2007;17(3):37-47.

Macedo TTS, Portela PP, Palamira CS, Mussi FC. Percepção de pessoas obesas sobre seu corpo. Esc. Anna Nery. 2015; 19(3):505-510.

Cardoso CMC, Costa ALC. O peso de viver em um corpo obeso. Rev. Min. Enferm. 2013; 17(4):806-814.

Bernardes AG, Quinhones DG. Práticas de cuidado e produção de saúde: formas de governamentalidade e alteridade. Psico. 2009; 40(2):153-161.

Diez CLF, Dalla Costa W. Mediação educativa e alteridade. Conjectura: Filos Educ. 2016; 21(1):182-199.

Koehnlein EA, Salado GA, Yamada AN. Adesão à reeducação alimentar para perda de peso: determinantes, resultados e a percepção do paciente. Rev. Bras. Nutr. Clín. 2008; 23(1):56-65.

Cavalcanti APR, Dias MR, Rodrigues CFF, Gouveia CNNA, Ramos DD, Serrano FJO. Crenças e influências sobre dietas de emagrecimento entre obesos de baixa renda. Ciênc. saúde coletiva. 2007; 12(6):1567-1574

Soares VCG, Vechiato C, Pierini EC, Demarchi GM, Francesconi EPMS, Oliveira DAG. Autoimagem corporal associada ao uso de sibutramina. J Health Sci. Inst. 2011; 29(1):45-51.

Pinto MS, Bosi MLM. Muito mais do que pe(n)sam: percepções e experiências acerca da obesidade entre usuárias da rede pública de saúde de um município do Nordeste do Brasil. Physis Revista de Saúde Coletiva. 2010; 20(2):443-457.

Published

2017-08-08

Issue

Section

Comunicações Orais - Pobreza e desigualdades no capitalismo contemporâneo