Crítica aos programas sociais de empreendedorismo e seus fundamentos liberais
Abstract
Desde inícios do século XXI e com crescente força, as políticas sociais de empreendedorismo são apresentadas como uma relevante ferramenta para o enfrentamento à pobreza na periferia do capitalismo. Mostram-se como alternativas ao desemprego, relevando a possibilidade de gerar renda em liberdade. O artigo se propõe a estudar criticamente alguns elementos teóricos da Escola Austríaca de Economia, tomando a Ludwig Von Mises e ao contemporâneo Israel Kirzner, cujas propostas servem de suporte a esses discursos que, lidos desde a tradição marxista, legitimam ideologicamente a ordem capitalista, ao mesmo tempo que removem fibras de caráter ontológico à “população excedentária”, embora seja com trabalhos extremamente precários. Como exemplo concreto dessa dinâmica, toma-se um programa chileno.References
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