Iniquidades sociais e incidência de HIV no Espírito Santo entre 2014 e 2024

Authors

  • Halana Grippa Rui Acadêmico de Medicina da Escola Superior de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória - EMESCAM
  • Luiz Carlos Zucolotto Junior Acadêmico de Medicina da Escola Superior de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória - EMESCAM
  • Tamires dos Santos Vieira Doutora em Biotecnologia. Docente do Curso de Pós-graduação Stricto Senso em Políticas Públicas e Desenvolvimento Local na Escola Superior de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória  EMESCAM

Abstract

Desde seu início na década de 1980, a epidemia do HIV/AIDS constituiu-se como relevante desafio para a saúde pública, evidenciando desigualdades no acesso à informação, à prevenção e aos serviços de saúde. Apesar de inicialmente ter tido forte fator epidemiológico entre homens que fazem sexo com homens, práticas sexuais desprotegidas (Pao D, et al , 2005), houve mudança em seu perfil epidemiológico ao longo do tempo, caracterizada pela feminização, pauperização, heterossexualização e interiorização das pessoas vivendo com HIV/AIDS (Brasil, 2023). Esse aspecto deve ser analisado de forma crítica, uma vez que as desigualdades sociais podem repercutir nas dificuldades de redução da incidência do HIV/AIDS entre grupos em situação de maior vulnerabilidade social, cujas condições de vida, barreiras de acesso e processos de exclusão impactam diretamente nas estratégias de prevenção e cuidado. Nesse contexto, objetiva-se analisar de que forma as variáveis sociodemográficas e epidemiológicas incidem sobre o enfrentamento da epidemia de HIV no Espírito Santo. 

Published

2026-08-20