Da proteção ao controle: mulheres e famílias na engrenagem da tutela institucional
Abstract
O debate sobre o trabalho social com as famílias, sempre esteve mediado pelo debate sobre o público, o privado, aos papeis sociais e ao sistema de justiça, que historicamente exerceu intervenção nas dinâmicas familiares. A judicialização de questões familiares e a necessidade da ordem social em monitorar as “classes perigosas", dissidentes, disfuncionais intensificam esse processo. Atualmente, reconfiguram-se os motivadores para justificar tal monitoramento, sendo destaque o comportamento moral das famílias, as quais são punidas com o afastamento dos seus filhos, via institucionalização. Objetivamos nesse estudo evidenciar que são as mulheres efetivamente punidas nesse processo, o que de fato escancara a estrutura dinâmica racista e misógina da sociedade brasileira, a qual culpabilização unilateralmente as mulheres pelo percurso do grupo familiar a qual integra.
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