“Mães de bandidos”: Política de morte disfarçada de segurança pública

Authors

  • Giovanna Camacho Weiss Mouta Bacharel em Serviço Social. Mestranda no Programa de Pós Graduação em Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGSS/UFRJ). Especialista em Saúde pelo Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz). Pesquisadora do Projeto de Pesquisa e Extensão Luta Antimanicomial e Feminismos
  • Hanna Christina da Silva Marques dos Santos Doutoranda em Serviço Social pela Escola de Serviço Social/ UFRJ. Mestra em Psicologia pela PUC-Rio. Especialista em Políticas Públicas pelo Núcleo de Estudos de Políticas Públicas em Direitos Humanos/ UFRJ. Bacharel em Serviço Social pela Escola de Serviço Social/ UFRJ. Pesquisadora do projeto de Pesquisa e Extensão Luta Antimanicomial e Feminismos/ UFRJ
  • Lidiane Helena Silva Almeida da Anunciação Mestranda no Programa de Pós Graduação em Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGSS/UFRJ). Bacharel em Serviço Social pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Pesquisadora do projeto de Pesquisa e Extensão Luta Antimanicomial e Feminismos ESS/ UFRJ
  • Eduarda Soares da Silva Correia Mestranda no Programa de Pós Graduação em Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGSS/UFRJ). Bacharel em Serviço Social pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Pesquisadora do projeto de Pesquisa e Extensão Luta Antimanicomial e Feminismos ESS/ UFRJ

Abstract

Existe um provérbio africano que diz: “espero que, quando a morte vier te encontrar, ela te encontre vivo”, aqui entendido como a possibilidade de viver plenamente. Partindo dessa ideia, no presente trabalho, analisamos, por uma lente interseccional, a violência estatal como política de morte disfarçada de segurança pública, evidenciando como raça, gênero e classe estruturam a seletividade dessa violência, sobretudo em áreas marginalizadas do Rio de Janeiro. Por fim, a partir da história de luta das mulheres mães negras, sobretudo as que tiveram seu direito à maternidade negado quando o Estado marcou seus filhos como sujeitos elimináveis, refletimos sobre políticas de reparação, o direito ao luto e o papel dos serviços de apoio a mães e familiares de pessoas vitimadas pelo Estado.

Published

2026-08-20

Issue

Section

Comunicações Orais - Direitos humanos, segurança pública e sistema jurídico