“Mães de bandidos”: Política de morte disfarçada de segurança pública
Abstract
Existe um provérbio africano que diz: “espero que, quando a morte vier te encontrar, ela te encontre vivo”, aqui entendido como a possibilidade de viver plenamente. Partindo dessa ideia, no presente trabalho, analisamos, por uma lente interseccional, a violência estatal como política de morte disfarçada de segurança pública, evidenciando como raça, gênero e classe estruturam a seletividade dessa violência, sobretudo em áreas marginalizadas do Rio de Janeiro. Por fim, a partir da história de luta das mulheres mães negras, sobretudo as que tiveram seu direito à maternidade negado quando o Estado marcou seus filhos como sujeitos elimináveis, refletimos sobre políticas de reparação, o direito ao luto e o papel dos serviços de apoio a mães e familiares de pessoas vitimadas pelo Estado.
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