Existe cuidado para quem cuida? a experiência de mães-cuidadoras

Authors

  • Aristela Vieira de Sousa Doutoranda em Serviço Social na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Pesquisadora do Grupo Interdisciplinar de Pesquisa e Estudos Socioambientais e Comunitários (GRIPES)
  • Ana Paula Cupertino da Silva Doutoranda em Política Social na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Professora substituta do departamento de Serviço Social na (UFES)

Abstract

A temática do cuidado na contemporaneidade vem ganhando contornos tanto em seu arcabouço teórico quanto na cena político-econômica. No âmbito teórico, por ser um conceito polissêmico, o cuidado pode ser definido sob múltiplos aspectos, desde o preparo de uma refeição até a dimensão do trabalho doméstico (HIRATA, 2022). Em relação aos aspectos políticos e econômicos os dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua, em 2022, demonstra que as mulheres, sobretudo mulheres negras, gastam 21,3 horas semanais nas atividades domésticas, enquanto homens totalizam um percentual de 11,7 horas semanais em atividades domésticas. Portanto, sendo as mulheres e especialmente as mulheres negras as maiores provedoras do cuidado, surge diante deste dado, o seguinte questionamento:  Quem cuida de quem realiza o cuidado? A pesquisa faz parte do Trabalho de Conclusão de Residência de uma das autora e tem por objetivo discutir de que forma as mulheres mães cuidadoras de adolescentes com deficiência atendidos pelo Núcleo de Estudos da Saúde do Adolescente, vinculado ao Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), conseguem exercer o autocuidado, expressarem seus interesses individuais, sendo as principais cuidadoras de seus filhos. 

Published

2026-08-20