O popular em questão: a superexploração ontem e hoje
Abstract
Em 1973, Ruy Mauro Marini apresentou em sua obra Dialética da Dependência a categoria da superexploração, que define o capitalismo dependente latino-americano. Condição forjada na América Latina e Caribe desde sua gênese na dinâmica internacional do trabalho, marcada pela intensificação violenta e desumana da exploração em favor da produção, primeiro pela economia colonial escravista e, depois, pelo (sub)imperialismo e submissão às economias hegemônicas, a superexploração é, para Marini e os intelectuais da Teoria Marxista da Dependência, a categoria que explica o agravamento da lógica do trabalho em “nuestra américa”. Estabelecendo a dupla função de alimentar a burguesia externa e interna, como mecanismo próprio do capitalismo dependente em nosso continente, a superexploração se articula por três mecanismos: aumento da jornada de trabalho, intensificação do trabalho e remuneração miserável que reduz o consumo do trabalhador.
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