Assistência estudantil para estudantes negras de primeira geração na Ufes

Authors

  • Amanda Pinheiro Colodetti Graduanda em Serviço Social na Ufes, bolsista PIBIC/FAPES, membra do Grupo Fênix - Extensão, Estudos, Pesquisas em Análise de Políticas Públicas
  • Maria Lúcia Teixeira Garcia Doutora em Psicologia Social, professora aposentada do Departamento de Serviço Social, docente do PPGPS/UFES

Abstract

Este trabalho visa analisar as experiências de graduandas negras como a primeira pessoa da família a ascender ao ensino superior e que recebem assistência estudantil na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). É parte da pesquisa Refletindo a experiência vivida por mulheres universitárias de primeira geração com assistência estudantil no Brasil, Finlândia e Escócia, financiada pelo CNPq. Trata-se de abordagem qualitativa, que envolveu entrevista com duas estudantes negras de primeira geração que participaram da primeira etapa da pesquisa (questionário on-line) e forneceram e-mail para participar da segunda etapa. As entrevistadas assinaram o TCLE e foram aqui identificadas pela letra A, seguida dos números 1 e 2, assegurando anonimato. Em termos éticos, a pesquisa foi registrada pelo Comitê de Ética da Ufes sob o Certificado de Apresentação de Apreciação Ética (CAAE) n° 77755124.6.0000.5542. Partindo do contexto de implementação de ações afirmativas no ensino superior (Lei de Cotas – acesso; Política de Assistência Estudantil – permanência), muitas jovens que não vislumbravam uma trajetória acadêmica, ao acessarem o ensino superior como primeiras em suas famílias, trazem consigo desafios. Entre acesso e permanência, as estudantes universitárias negras de primeira geração enfrentam inúmeras barreiras (Almeida, 2018; Rodrigues; Sito, 2019), tais como racismo, misoginia e insuficiente suporte financeiro da Política Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes) (Jesus; Meireles, 2021).

Published

2026-08-20