Racismo, trabalho e reprodução social no Brasil: uma revisão histórica

Authors

  • Hermano Gomes de Farias Junior Assistente Social. Mestre em Serviço Social pelo Programa de Pós-graduação em Serviço Social (PPGSS), Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Especialista em Instrumentalidade do Serviço Social (FAVENI). Bacharel em Serviço Social, Universidade Federal da Paraíba (UFPB).
  • Elisangela de Oliveira Inácio Professora Associada do Departamento de Serviço Social (DSS/UFPB). Doutora em Serviço Social pelo Programa de Pós-graduação em Serviço Social da Universidade Federal de Pernambuco (PPGSS/UFPE)
  • Danielle Viana Lugo Pereira Professora Associada do Departamento de Serviço Social e do Programa de Pós-graduação em Serviço Social da Universidade Federal da Paraíba (DSS/PPGSS/UFPB). Doutora em Serviço Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Assistente Social.

Abstract

O artigo analisa a inserção da população negra no processo de reprodução social no Brasil, evidenciando a centralidade do racismo na constituição do mercado de trabalho. Parte-se da compreensão de que a formação social brasileira está alicerçada na articulação entre escravismo e capitalismo, cujos desdobramentos se expressam na persistente desigualdade racial. Discute-se o pós-abolição como momento de reatualização das formas de exploração, marcado pela não incorporação da população negra no trabalho formal e pela sua concentração em ocupações precarizadas. Conclui-se que o racismo atua como elemento estruturante da sociabilidade capitalista, condicionando o acesso ao trabalho e aos direitos sociais.

Published

2026-08-20