Trabalhadoras domésticas e política social no início do século XX
Abstract
O artigo analisa como ações assistencialistas (Casa da Empregada, LBA) contribuíram para excluir trabalhadoras domésticas da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) em 1943. Com base na Teoria da Reprodução Social e na história da questão social, argumenta que a caridade reforçou hierarquias raciais e de gênero, naturalizando a exploração de mulheres negras. Resgata a resistência sindical de Laudelina de Campos Mello (1936) e conclui que a exclusão evidencia os limites estruturais da política social brasileira, cujo legado escravista persiste na informalidade do setor.
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