Apontamentos sobre a prática familista no serviço social

Authors

  • Sabrina Rocha Corrêa Graduanda em Serviço Social pela Universidade Federal de Viçosa
  • Raíssa Cristina Arantes Doutora em Política Social. Professora do Departamento de Serviço Social da Universidade Federal de Viçosa

Abstract

O presente trabalho faz parte de uma pesquisa que objetivou apontar indícios de uma prática conservadora e familista no Serviço Social, impulsionada pela transferência de responsabilidades do Estado para o núcleo familiar, a fim de possibilitar apontamentos sobre a prática familista na profissão. Historicamente, o Serviço Social é uma profissão que tem presente em sua prática profissional o trabalho com famílias, no início da legitimação profissional, com base em teorias positivistas e funcionalistas, a atuação era orientada em realizar o ajustamento das famílias aos moldes do modo de produção capitalista. As famílias, de acordo com Mioto (2010), são sujeitos privilegiados de intervenção e havia um entendimento que o auxílio público só deveria ocorrer “de forma temporária, depois de esgotadas as possibilidades da utilização dos recursos próprios do ambiente” (Mioto, 2010. p.164). Essa lógica é questionada especialmente durante o movimento de reconceituação da profissão. 

Published

2026-08-20