Juventude negra: da punição ao amor como ato político

Authors

  • Thaynara Guimarães Mestranda em Serviço Social em desenvolvimento regional.
  • Vitória Souza dos Santos Mestranda em Serviço Social em desenvolvimento regional

Abstract

Este artigo analisa a juventude negra periférica autora de ato infracional atravessada pelas expressões da questão social no capitalismo brasileiro. Parte da compreensão de que a criminalização da juventude pobre não é resultado de ações individuais, mas de um processo histórico. Problematiza a permanência de ações punitivistas nas políticas socioeducativas. Defende que a juventude negra é vista socialmente como alvo preferencial de criminalização e institucionalização. Inspirado por bell hooks, aponta que a violência vivenciada por esses jovens se expressa pela negação da escuta, do cuidado e da humanidade, revelando os limites de projetos socioeducativos sustentados por práticas repressivas. Conclui que acabar com a criminalização exige promover transformações estruturais profundas.

Published

2026-08-20