Juventude negra: da punição ao amor como ato político
Abstract
Este artigo analisa a juventude negra periférica autora de ato infracional atravessada pelas expressões da questão social no capitalismo brasileiro. Parte da compreensão de que a criminalização da juventude pobre não é resultado de ações individuais, mas de um processo histórico. Problematiza a permanência de ações punitivistas nas políticas socioeducativas. Defende que a juventude negra é vista socialmente como alvo preferencial de criminalização e institucionalização. Inspirado por bell hooks, aponta que a violência vivenciada por esses jovens se expressa pela negação da escuta, do cuidado e da humanidade, revelando os limites de projetos socioeducativos sustentados por práticas repressivas. Conclui que acabar com a criminalização exige promover transformações estruturais profundas.
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