Liberdade e racismo: a cor da restrição ou privação

Authors

  • Juliana Desiderio Lobo Prudencio Doutora em Política Social pelo Programa de Estudos Pós-Graduados em Política Social (PPGPS) da Universidade Federal Fluminense e docente no Departamento de Serviço Social de Campos (UFF Campos) e no Programa de Estudos Pós-Graduados em Política Social (PPGPS) da Universidade Federal Fluminense
  • Luísa Gonçalves Martins Mestranda em Política Social pelo Programa de Estudos Pós-Graduados em Política Social (PPGPS) da Universidade Federal Fluminense
  • Mariana Lourenço Leite Mestranda em Política Social pelo Programa de Estudos Pós-Graduados em Política Social (PPGPS) da Universidade Federal Fluminense; especializando em Política Social e Intersetorialidade pelo Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz).

Abstract

Com a Lei de Drogas, em 2006, há mudanças na aplicação das medidas restritivas e privativas de liberdade no Sistema Socioeducativo. Com isso, o presente escrito busca apresentar dados e análises que demonstram, de forma interseccional, quais são os adolescentes que mais respondem à elas. Para tal, a pesquisa qualitativa lança mão da revisão de literatura e análise documental para análise dos dados. Diante disso, revela-se, pela lente da intersecção entre raça/etnia, classe e gênero, que são os adolescentes negros e pobres que, até 2025, respondem, em maioria, à essas medidas, convocando à reflexão do racismo como mola propulsora para a justificativa desses dados.

Published

2026-08-20

Issue

Section

Comunicações Orais - Direitos humanos, segurança pública e sistema jurídico