Organização do trabalho no Poder Judiciário e reprodução social: tensões entre proteção institucional e regulação da força de trabalho

Authors

  • Ellana Barros Pinheiro Mestra em Serviço Social, Analista Judiciária-Apoio Especializado em Serviço Social do Tribunal Regional da 8ª região.
  • Thayana Sâmili Farias Lobato Graduanda em Serviço Social, Universidade Federal do Pará.

Abstract

A Teoria da Reprodução Social, articulada entre marxismo e feminismo, compreende que o capitalismo depende não só da produção, mas também da manutenção da força de trabalho por meio do cuidado e do trabalho doméstico, historicamente atribuídos às mulheres e invisibilizados. Autoras como Lise Vogel e Silvia Federici destacam que esse trabalho é essencial, embora não remunerado, sendo central para a economia. A divisão sexual do trabalho separa o espaço público (masculino) e privado (feminino), gerando desigualdades que persistem mesmo com a inserção feminina no mercado. No Judiciário, a gestão por metas e produtividade tende a ignorar essas assimetrias, impactando especialmente mulheres, e revela limites das políticas de condições especiais diante de desigualdades estruturais.

Published

2026-08-20