Aprisionamentos de corpos negros: estudos sobre o manicômio e cárcere
Abstract
A lógica aprisionante remonta às senzalas do período colonial e moderniza práticas aprisionadoras impostas à população negra. Com isso, o presente trabalho busca compreender, a partir do surgimento da Casa de Correção (1850) e do Hospício Pedro II (1852), a constituição “do lugar para negro ser visto” e a justificativa “do outro”, como o perigoso, doente e vagabundo, características as quais acompanham as compreensões sobre a população negra brasileira. Para tal, como recurso metodológico utilizou-se da revisão de literatura e análise documental para análise dos dados. Diante disso, nota-se que a população negra ainda é maioria nos manicômios e no sistema prisional, revelando, assim, que as práticas da colonização se perpetuam até os dias atuais.
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