Aprisionamentos de corpos negros: estudos sobre o manicômio e cárcere

Authors

  • Juliana Desiderio Lobo Prudencio Doutora em Política Social pelo Programa de Estudos Pós-Graduados em Política Social (PPGPS) da Universidade Federal Fluminense e docente no Departamento de Serviço Social de Campos (UFF Campos) e no Programa de Estudos Pós-Graduados em Política Social (PPGPS) da Universidade Federal Fluminense
  • Luísa Gonçalves Martins Mestranda em Política Social pelo Programa de Estudos Pós-Graduados em Política Social (PPGPS) da Universidade Federal Fluminense.
  • Mariana Lourenço Leite Mestranda em Política Social pelo Programa de Estudos Pós-Graduados em Política Social (PPGPS) da Universidade Federal Fluminense; especializanda em Política Social e Intersetorialidade pelo Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz).

Abstract

A lógica aprisionante remonta às senzalas do período colonial e moderniza práticas aprisionadoras impostas à população negra. Com isso, o presente trabalho busca compreender, a partir do surgimento da Casa de Correção (1850) e do Hospício Pedro II (1852), a constituição “do lugar para negro ser visto” e a justificativa “do outro”, como o perigoso, doente e vagabundo, características as quais acompanham as compreensões sobre a população negra brasileira. Para tal, como recurso metodológico utilizou-se da revisão de literatura e análise documental para análise dos dados. Diante disso, nota-se que a população negra ainda é maioria nos manicômios e no sistema prisional, revelando, assim, que as práticas da colonização se perpetuam até os dias atuais.

Published

2026-08-20