Trabalhadores do Consultório na Rua e o racismo na PSR
Abstract
Esta pesquisa analisa como os trabalhadores do Consultório na Rua (CnR) de Belo Horizonte compreendem o racismo e seus atravessamentos na população em situação de rua (PSR). De abordagem qualitativa, utilizou questionários aplicados a 15 profissionais do serviço. Os resultados indicam que os trabalhadores reconhecem o racismo como fenômeno estrutural, historicamente enraizado na escravização e no capitalismo, e identificam seus impactos nas múltiplas opressões vivenciadas pela PSR, que é majoritariamente negra. A pesquisa aponta a formação antirracista como ferramenta essencial para qualificar o cuidado e enfrentar as iniquidades raciais em saúde.
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