Insegurança alimentar e interseccionalidade no capitalismo dependente brasileiro
Abstract
O presente artigo analisa a insegurança alimentar e nutricional no Brasil a partir de uma perspectiva interseccional, compreendendo como raça, classe e gênero estruturam a experiência da fome na sociedade brasileira. Discute-se a relação entre formação social brasileira, concentração fundiária, racismo estrutural e feminização da pobreza, evidenciando que a fome não constitui fenômeno isolado, mas expressão das contradições do capitalismo dependente. Os dados analisados demonstram que a insegurança alimentar atinge de forma desproporcional mulheres negras periféricas, historicamente submetidas à precarização do trabalho e à negação de direitos sociais.
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