Trilhando o debate da questão étnico-racial no serviço social brasileiro
Abstract
O artigo analisa a centralidade da questão étnico-racial na constituição da questão social brasileira e no acúmulo teórico do Serviço Social. Demonstra que o racismo estrutural, originado no processo de colonização e escravização, constitui elemento fundamental das desigualdades sociais e dos processos de exclusão. Evidencia que o Serviço Social, em sua origem, priorizou a questão de classe, sem aprofundar a dimensão racial. Destaca que, com a virada crítica e o Código de Ética de 1993, houve avanços no compromisso antirracista, embora ainda existam lacunas. Conclui que a articulação entre classe, raça e gênero é essencial ao fortalecimento do projeto ético-político da profissão.
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