Desigualdade socioambiental e assistência social: uma revisão narrativa sobre os limites do SUAS frente à crise climática
Abstract
As mudanças climáticas configuram-se como expressão da questão social contemporânea, incidindo de forma desigual sobre populações vulneráveis e tensionando a política de assistência social. Este artigo objetiva analisar o exercício profissional de assistentes sociais frente à crise climática e problematizar as respostas do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). Trata-se de uma revisão
narrativa qualitativa, de orientação crítico-analítica, baseada no dossiê “Mudanças climáticas, neoextrativismo e desastres” (Oikos, 2026). Os resultados evidenciam que os desastres socioambientais são socialmente produzidos, vinculados ao capitalismo dependente e ao neoextrativismo, aprofundando desigualdades estruturais. No SUAS, predominam respostas emergenciais e imediatistas, limitando a
proteção social. Contudo, destacam-se possibilidades de atuação crítica orientadas pela defesa de direitos e articulação intersetorial. Conclui-se que é necessária a incorporação da dimensão socioambiental à intervenção profissional, com ênfase em estratégias preventivas e territorializadas.
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