Capital, descartabilidade e colapso ambiental
Abstract
Este artigo examina a crise ambiental contemporânea como expressão da contradição entre a valorização ilimitada do capital e as condições finitas da reprodução socioambiental. Por meio de ensaio teórico-bibliográfico, articula Sassen, Marx, Sá Barreto e Mészáros para sustentar que expulsões, economia de recursos e descartabilidade não são desvios, mas formas de funcionamento do metabolismo social do capital. Defende-se que a taxa de utilização decrescente dos valores de uso e a produção destrutiva tornam a crise ambiental uma dimensão estrutural do capital.
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