O racismo ambiental como resultado da formação social brasileira
Abstract
Este artigo tem como objetivo analisar o racismo ambiental como uma expressão da questão socioambiental a partir de sua relação com a formação social brasileira e o desenvolvimento do capitalismo dependente. A produção do espaço no Brasil é historicamente marcada pela colonialidade, pela escravidão e pela superexploração da força de trabalho, elementos que estruturam a distribuição desigual dos riscos e danos ambientais, incidindo de forma desigual e racializada nos territórios periféricos. A partir de revisão teórica crítica, evidencia-se como a lógica de acumulação capitalista intensifica a degradação ambiental e reproduz desigualdades socioespaciais.
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