A FORMAÇÃO SÓCIO-HISTÓRICA BRASILEIRA E A QUESTÃO URBANA
Resumen
O presente ensaio teórico tem como objetivo apresentar breves reflexões acerca das particularidades sócio-históricas do desenvolvimento do capitalismo no Brasil a partir da lei do desenvolvimento desigual e combinado e os rebatimentos de tais particularidades na questão urbana no país. Conclui-se que a expressão desigual das cidades brasileiras e a constituição da questão urbana encontram elementos explicativos na condição periférica e dependente da inserção do Brasil no mercado capitalista mundial.
Palavras-chave: questão urbana; particularidades; desenvolvimento desigual e combinado.
Referencias
Nas ciências humanas fala-se muito, e há muito tempo de "representação", algo que se deve, sem dúvidas, à ambigüidade do termo. Por um lado, a "representação" faz às vezes da realidade representada e, portanto, sugere presença. Mas em contraposição poderia ser facilmente invertida: no primeiro caso, a representação é presente, ainda que como sucedâneo; no segundo ela acaba remetendo por contraste, á realidade ausente que pretende representar. (GINZBURG, 2001, p. 85).
“A presença corporal confirma o ser, o estar e o fazer do homem no mundo.” (DERDYK, 1990, p. 23).
O gesto como tensão seria, então, uma força (“energia”) que age inconscientemente de modo a deslocar, isto é a distanciar e a reatar. O gesto se desdobra no tempo da instauração da obra, que é também retroação dos gestos antigos (CHIRON, p21, 2004).
CHIRON, Éliane. Anatomia do gesto criador em uma prática do desenho. Revista Porto Arte: Revista de Artes Visuais, Porto Alegre, v. 23, n. 38, 2018.
DERDYK, Edith. O desenho da figura humana. São Paulo: Scipione, 1990.
GUINZBURG, Carlos. Olhos de Madeira: Nove Reflexões sobre a distância. Tradução: Eduardo Brandão. - São Paulo: Companhia das Letras, 2001.