O EXERCÍCIO PROFISSIONAL DO SERVIÇO SOCIAL NA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL
Resumen
O texto que segue busca tecer reflexões sobre a atuação do Serviço Social na política de Assistência Social brasileira, considerando a formatação das políticas públicas no contexto neoliberal, o modo com que a profissão insere-se na divisão sociotécnica do trabalho na sociedade capitalista, bem como o significado social por ela assumido. Entende-se que o Serviço Social participa do processo de reprodução das relações sociais, e tem-se como objetivo recuperar a historicidade da profissão, demarcando os desafios para consolidar o exercício profissional conectado à perspectiva crítica, desvendando as contradições e os dilemas que permeiam a intervenção na política de Assistência Social.
Palavras-chave: Política Pública; Exercício profissional; Serviço Social;
Referencias
AKOTIRENE, Carla. O que é interseccionalidade? Coordenação: RIBEIRO, Djamila. 1 Ed. Belo Horizonte (MG). Letramento: Justificando, 2018
BRAH, Avtar. Diferença, Diversidade, Diferenciação. Cadernos Pagu, Capinhas (SP), n.26, p. 329-376, 2006.
CRENSHAW, Kimberlé. Documento para o Encontro de Especialistas em Aspectos da Discriminação Racial Relativos ao Gênero. Revista Estudos Feministas, Florianópolis (SC), v. 10, n.1, p. 171-188, 2002.
______ Mapping the Margins: Intersectionality, Identity Politics, and Violence Against Women of Color. Stanford Law Review,v. 43, n.6, p. 1241–1299, 1991.
FRASER, Nancy. Da Redistribuição ao Reconhecimento? Dilemas da Justiça na era Pós-Socialista. Cadernos de Campo, São Paulo, n. 14/15, p. 231-239, 2006.
HENNING, Carlos Eduardo. Interseccionalidade e pensamento feminista: as contribuições históricas e os debates contemporâneos acerca do entrelaçamento de marcadores sociais da diferença. Mediações, Londrina (PR) v.20 n.2, p. 97-128, 2015.
HIRATA, Helena. Gênero, raça e classe. Interseccionalidade e consubstancialidade das relações sociais. Tempo Social, São Paulo, v.26, n.1, p. 61- 73, 2014.
KERGOAT, Danièlle. Dinâmica e consubstancialidade das relações sociais. Novos Estudos, São Paulo, v.86, p. 93- 103, Março, 2010
______ O Cuidado e a imbricação das relações sociais. In: ABREU, Alice; HIRATA, Helena; LOMBARDI, Maria Rosa. Gênero e trabalho no Brasil e na França: perspectivas interseccionais. 1. Ed. São Paulo: Boitempo, 2016. p. 17- 27
KERNER, Ina. Tudo é interseccional? Sobre a relação entre racismo e sexismo. Novos Estudos, São Paulo, v. 93. p. 45-58, Julho 2012.
MCCLINTOCK, Anne. Couro imperial: Raça, travestismo e o culto da domesticidade. Campinas: Editora Unicamp, 2010.
NEVES, Paulo Sérgio. Luta anti- racista: entre reconhecimento e redistribuição. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, v. 20 n.59, p. 81- 96, 2005.
PISCITELLI, Adriana. Interseccionalidade, categorias de articulação e experiências de migrantes brasileiras. Sociedade e Cultura, Goiás, v.11, n.2, p. 263-274, jul/dez, 2008.
PRINS, Baukje. Narrative accounts of origins: a Blind Spot in the Intersectional Approach? European Journal of Women’s Studies, (UK and US), v.13 n.3, p.277-290, 2006.
STOLCKE, Verena . Sexo está para gênero assim como raça para etnicidade? Estudos Afro-Asiáticos, Rio de Janeiro, n. 20, p. 101-119, junho de 1991.
YUVAL-DAVIS, Nira. Intersectionality and feminist politics. European Journal of Women’s Studies, v.13, p. 193-209, 2006.