Financeirização e Dependência: O papel do capital fictício na subordinação periférica

Autores/as

  • Maria Luísa dos Santos Damasceno Aluna do curso de Ciências Econômicas da Universidade Federal do Espírito Santo.
  • Arelys Esquenazi Borrego Doutora em Política Social. Professora dos Departamentos de Economia e Pós-Graduação em Política Social da Universidade Federal do Espírito Santo.

Resumen

Entendendo as modificações atuais do modo de produção capitalista, o presente trabalho reflete a necessidade de observar, através da lente da Teoria Marxista da Dependência (TMD), as novas formas de subordinação dos países periféricos do capital frente aos centros hegemônicos. A partir do arcabouço de Ruy Mauro Marini (2000) e Theotônio dos Santos (1998), busca-se responder ao debate da dependência articulando-o ao fenômeno da financeirização. Através da leitura de Mauricio de Souza Sabadini (2021), compreende-se como as formas de transferência de valor do Brasil se transmutaram em formas fictícias do capital, modificando as maneiras de manutenção da subordinação através de mecanismos como dividendos, títulos da dívida pública e derivativos. A metodologia fundamenta-se na pesquisa bibliográfica e documental, com foco na análise de dados secundários e agregados macroeconômicos sistematizados por Camilla Nogueira (2019). O objetivo central é confrontar o arcabouço teórico da dependência com as evidências da acumulação financeira contemporânea no Brasil. As discussões parciais evidenciam que a reprodução do capital na periferia baseia-se na superexploração da força de trabalho; por meio dessa lógica, a economia dependente compensa suas perdas via mecanismos que drenam a mais-valia local para os centros.

Publicado

2026-08-20