Velhice, ruralidade e militância: A resistência ativa no Espírito Santo

Autores/as

  • Thays Hage da Silva Doutora e Pós-doutoranda em Psicologia pelo Programa de Pós-graduação em Psicologia da Universidade Federal do Espírito Santo
  • Mariana Bonomo Doutora em Psicologia pelo Programa de Pós-graduação em Psicologia da Universidade Federal do Espírito Santo e Professora do Departamento de Psicologia Social e do Desenvolvimento e do Programa de Pós-graduação em Psicologia da Universidade Federal do Espírito Santo

Resumen

Este trabalho analisou como concepções e vivências de velhice e ruralidade articulam-se à militância entre pessoas idosas rurais no Espírito Santo. Os dados foram analisados via Teoria Fundamentada nos Dados. Sob a lente da Teoria da Identidade Social, os resultados revelaram que a dupla pertença (ser pessoa idosa e rural) forja-se na resistência ativa. Rejeitando o declínio, os sujeitos afirmam uma velhice ativa e militante. Diante da invisibilidade estatal, o acesso a direitos ocorre por uma cidadania mediada por sindicatos e movimentos sociais. Conclui-se que as políticas sociais devem superar a visão assistencialista e reconhecer este protagonismo, assegurando um envelhecer digno nos diferentes contextos.

Publicado

2026-08-20