Trabalho, gênero e produção jornalística: a cobertura da violência contra a mulher no capitalismo contemporâneo

Autores/as

  • Yara Lopes Doutoranda em Comunicação e Territorialidades (UFES), membro do grupo de pesquisa LAJE e bolsista FAPES 1.
  • Rafael Bellan Professor do departamento de Comunicação e Territorialidade (UFES), coordenador do grupo de pesquisa LAJE.

Resumen

Este artigo analisa o trabalho das jornalistas na cobertura da violência contra a mulher a partir de uma perspectiva materialista, deslocando o foco do conteúdo das matérias para as condições concretas de sua produção. Parte-se da compreensão de que o jornalismo é uma forma de trabalho assalariado, inserido nas dinâmicas do capitalismo contemporâneo e atravessado por relações de exploração e divisão sexual do trabalho. Com base em pesquisa realizada no jornal A Gazeta (ES), que envolveu análise de matérias e entrevistas com jornalistas, o estudo evidencia como condições como ritmo produtivo intensificado, dependência de fontes institucionais e orientações editoriais influenciam a forma como a violência é narrada. Argumenta-se que tais limites expressam a organização do trabalho e que a divisão sexual atravessa o campo jornalístico, afetando produção e sentidos.

Publicado

2026-08-20