Velhice, ruralidade e militância: A resistência ativa no Espírito Santo
Resumo
Este trabalho analisou como concepções e vivências de velhice e ruralidade articulam-se à militância entre pessoas idosas rurais no Espírito Santo. Os dados foram analisados via Teoria Fundamentada nos Dados. Sob a lente da Teoria da Identidade Social, os resultados revelaram que a dupla pertença (ser pessoa idosa e rural) forja-se na resistência ativa. Rejeitando o declínio, os sujeitos afirmam uma velhice ativa e militante. Diante da invisibilidade estatal, o acesso a direitos ocorre por uma cidadania mediada por sindicatos e movimentos sociais. Conclui-se que as políticas sociais devem superar a visão assistencialista e reconhecer este protagonismo, assegurando um envelhecer digno nos diferentes contextos.
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