As bases racializadas da uberização: apropriação do viver periférico
Resumo
A uberização do trabalho é parte das reconfigurações globais no processo de trabalho na busca por assegurar a valorização do valor. A despeito da expansão planetária do fenômeno, potencializado pelas empresas-plataforma, deve-se considerar as particularidades de sua manifestação ao se apropriar e reconfigurar modos de vida e de trabalho tipicamente periféricos e racializados. O objetivo do artigo é discutir como a racialização das relações de trabalho, enquanto constitutiva das relações sociais capitalistas no Brasil, é uma das dimensões fundamentais que conformam e sustentam a uberização. Argumenta-se que o fenômeno não somente se insere na estrutura social racista brasileira, mas reproduz o caráter racializado das relações de trabalho como forma de assegurar a acumulação de capital.
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