Não é necessário se adaptar! A luta pela vida e a dimensão da biopolítica afirmativa em Nietzsche
Resumo
Diante da compreensão da vida como um campo de lutas, pretende-se, em um primeiro plano, revisitar alguns atravessamentos de teorias biológicas do século XIX que se colocaram como pano de fundo para a elaboração da implicação entre vida e política no horizonte da filosofia nietzschiana. Daí se destacaria a possibilidade de uma “biopolítica afirmativa”, de uma política da vida, formulada pelo pensador italiano Roberto Esposito, em seu livro Bios: Biopolítica e filosofia, a partir de três aspectos: centralidade do corpo na composição de dinâmicas sociopolíticas; o papel da luta como crítica constante de ordenamentos jurídicos-institucionais; função de resistência como contraponto às relações dinâmicas e inescapáveis do poder. A esses aspectos da filosofia nietzschiana que se ligam à noção de potencialização da vida e da “grande saúde”, trataremos também aqui da crítica que versa sobre o enfraquecimento das forças vitais dado pela primazia de comportamentos de rebanho e dos efeitos doentios dos imperativos políticos que nos compelem à necessidade de adaptação e da busca do progresso, como correlatos da evolução e conservação humanas.
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