“A raça mais pura da Europa...”
DOI:
https://doi.org/10.47456/en.v15i2.47737Palavras-chave:
Judeu, Antissemitismo, Cristianismo, HistóriaResumo
Nietzsche viveu numa atmosfera na qual o antissemitismo era tão difundido que havia se tornado banal; ele foi cercado por antissemitas militantes – o círculo wagneriano – e por vezes virulentos, como seu cunhado, sem sucumbir a essa ideologia, que ele recusa e critica duramente, o que o torna uma exceção entre os filósofos da época. Não obstante, essa ausência de antissemitismo não protege os “Judeus” em geral de sua crítica, uma vez que ele os acusa de terem criado historicamente a figura do sacerdote e, desse modo, de terem gestado o cristianismo. Afora esse aspecto histórico, Nietzsche não demonstrou nenhum interesse particular pela história dos judeus de seu tempo e ignorou completamente as mudanças que estavam em vias de acontecer na Europa. “Judeu” é, de fato, aos seus olhos, uma categoria não da história real, mas da história “verdadeira”, isto é, aquela de uma sucessão de inversões de valores, sendo os judeus parcialmente responsáveis pela dominação crescente dos valores cristãos.
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Referências
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