A revolução impressa e o pensamento científico
Abstract
Com a imprensa, a regulamentação do fluxo linear da linguagem impressa permitiria o ganho de velocidade da leitura, caracterizando-se pela objetividade da forma. Com a possibilidade de duplicação mecânica a concepção do livro impresso e a ampla organização e difusão de textos passariam a exigir critérios de unidade e de coerência a partir do exercício da análise textual, paginação, ordenamento alfabético ou indicial, etc. Procedimentos de organização que resultam de duas atividades simultâneas: 1) a atividade combinatória de informações com o cruzamento de textos diversos, o que na época derivava da diversidade gerada pelo intercâmbio transcultural; 2) a uniformização e padronização de tradições divergentes e contraditórias sob critérios de unidade, coerência e harmonia. Ambas envolvem procedimentos característicos da atividade científica: comparação e classificação, a gerar novos sistemas de pensamento fundados na indução e dedução, meios e fins, linearmente combinados. [...]
References
BASTOS, Eloisa; BITTENCOURT, Liliane. O Programa de Combate ao Racismo Institucional (PCRI) e a criação da Rede de Saúde da População Negra de Salvador: alguns elementos metodológicos. BIS, Bol. Inst. Saúde (Impr.), São Paulo, v. 12, n. 2, ago. 2010.
BARBOSA, Maria Inês da S.; FERNANDES, Valcler R. Afirmando a saúde da população negra na agenda das políticas públicas. In: I Seminário Saúde da População Negra. São Paulo, p. 37-52, 2004.
BRASIL, Sandra. A política de Saúde da População Negra no Brasil: atores políticos, aspectos étnico-raciais e principais tensões do campo. Salvador: 2011. 147 p. Dissertação (Mestrado em Saúde Coletiva). Instituto de Saúde Coletiva – Universidade Federal da Bahia. 2011.
CFESS. Parâmetros para Atuação de Assistentes Sociais na Saúde. Brasília: CFESS, 2010.
IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia Estatística. Indicadores Sociais Mínimos. In: Censo 2010. Disponível em: Acesso em: 14 set. 2012.
PAIM, Jairnilson S. e VIEIRA DA SILVA, Ligia Maria. Desafios e possibilidades de práticas avaliativas de sistemas universais e integrais de saúde. In: Roseni Pinheiro; Rubens Mattos, (org.) Gestão em redes práticas de avaliação, formação e participação na saúde. Rio de Janeiro: Centro de Estudos e Pesquisa em Saúde Coletiva – CEPESC – IMS/UERJ – ABRASCO, 2006, p.91- 111.
PREFEITURA MUNICIPAL DE SALVADOR, Secretaria Municipal de Saúde Grupo de Trabalho da População Negra. Relatório Síntese – Planejamento Estratégico ocorrido em 29 dez. 2005. Salvador, 2005.
PREFEITURA MUNICIPAL DE SALVADOR, Secretaria Municipal de Saúde Grupo de Trabalho da População Negra. Diagnóstico de Saúde da População Negra de Salvador. Salvador: 2006, 62 p.
PREFEITURA MUNICIPAL DE SALVADOR, Secretaria Municipal de Saúde Grupo de Trabalho da População Negra. Relatório Final da Oficina de Planejamento Estratégico. Salvador, 2006, 56 p.
REX, John. Raça e Etnia. Lisboa: Editorial Estampa, LDA, 1987.
VASCONCELOS, Cipriano M. de; PASCHE, Dário F. O Sistema Único de Saúde. In: Campos, G. W. S.; et al. Tratado de saúde coletiva. São Paulo: Editora Hucitec / Rio de Janeiro: Editora Fiocruz; 2006.
VIEIRA DA SILVA, Ligia Maria; ALMEIDA FILHO, Naomar. Equidade em saúde: uma análise crítica de conceitos. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 25 Sup 2: S217-S226, 2009. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/csp/v25s2/04.pdf > Acesso em: 19 mai. 2012.
Downloads
Published
Issue
Section
License
The authors of works submitted to Revista Farol authorize their publication in physical and electronic media, solely for academic purposes, and may be reproduced as long as the source is cited. They attest to their originality, authorship and originality.