Edições anteriores

  • n. 22 (2020)

    O domínio da natureza no sentido de transformar objetos naturais em ferramentas por meio de algum procedimento técnico, vai ser determinante para que a humanidade se diferencie dos demais animais no planeta. O homem apodera-se da natureza e a transforma, criando ferramentas a partir dos objetos naturais; entretanto, ele amplia seu universo de domínio quando compreende que não precisa se limitar apenas à adaptações para superar necessidades cotidianas, mas que ele poderia produzir instrumentos prevendo possibilidades de uso futuro (Fischer, 1981). Outrossim, podemos pensar que arte e técnica são tão antigas quanto a história da humanidade, o que nos leva de volta a Benjamim e a interação entre o mundo técnico e o mundo simbólico, em especial em tempos de materialidades eletroeletrônicas. [...]

  • n. 21 (2019)

    Colocar em questão a razoabilidade da imagem nos faz retornar a uma passagem secular, na qual Michelangelo - ao contestar Lorenzo de Médici sobre a beleza inadequada de seu retrato - argumentou que, em mil anos, ninguém saberia como ele realmente era. Neste certame, prevaleceria a beleza da imagem esculpida pelo mestre renascentista, a qual se tornaria uma imagem-biografia do governante de Florença, uma veracidade construída a cerca do real.

  • n. 19B (2018)

    Arte em Tempos de Crise é o tema desta edição da Revista Farol que abarca estudos que têm por base os fenômenos estéticos interacionais e culturais que envolvem a criação artística e a ação criadora numa preocupação que visa congregar pesquisas realizadas nas universidades e institutos de pesquisa no Brasil e no exterior, em especial nos países de língua espanhola ou portuguesa. A crise que esses países de língua espanhola e portuguesa tem enfrentado nos últimos anos tem seu reflexo, inevitável, no campo das pesquisas nas universidades, em particular no fomento aos investigadores do campo das artes.

  • n. 19A (2018)

    Quais rastros podemos seguir para compreendermos os modos através dos quais uma imagem pode ser uma continuidade do mundo transposto em imagem enquanto também é outra coisa, também imaginável, nesse mundo? Uma pergunta como essa, divisível em partículas de complexidade, talvez seja um bom apontamento para o ensaio de abertura do presente número da Farol. [...]

  • n. 15 (2016)

    Convidamos os leitores a acompanharem esse expressivo conjunto de pensamentos sobre arte contemporânea, literatura, teoria, crítica, pesquisa e produção poética e sublinhamos o caminho de diálogos entre variadas instituições, dentro e fora das fronteiras nacionais, defendido nesta e nas demais edições da Revista Farol.

  • n. 14 (2015)

    A Revista Farol chega ao seu décimo quarto número com um conjunto de dez propostas que constroem um arco de possibilidades em torno das confusas e instigantes relações entre sujeitos e trabalhos de arte. Nesta edição, reafirmamos nosso profundo interesse nos processos poéticos e nos diálogos de naturezas multifacetadas que brotam das realizações contemporâneas. 

  • n. 13 (2015)

    A Revista Farol, publicação semestral vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Artes da Universidade Federal do Espírito Santo, chega ao seu décimo terceiro número com um conjunto de textos que demonstra seu compromisso com as diversas frentes de investigação em teoria, Crítica e História da Arte. Os onze discursos que compõem esta edição apresentam, para além de temática e enfoques variados, a riqueza de diálogos entre disciplinas e campos, que é imprescindível para o
    avanço das pesquisas em Arte.

     

    A Revista Farol aceita submissões em fluxo contínuo. Todas as submissões condizentes com as diretrizes para autores são analisadas por pareceristas ad hoc da revista. O cadastro de avaliadores é restrito a convites direcionados pelos editores.

  • n. 12 (2014)

    A Revista Farol é uma publicação semestral vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Artes da Universidade Federal do Espírito Santo. Como periódico da área de Artes, propõe-se como um espaço complementar de disseminação da produção teórica sobre arte moderna e contemporânea. Neste seu décimo segundo número, ela se dedica a reflexões sobre as mediações e enfrentamentos do processo de criação nas artes. Através das ideias de mediação e enfrentamento, este número apresenta aproximações, dúvidas, atritos e ruídos observados em variadas pesquisas e realizações da arte e de suas teorizações mais recentes. A velocidade com que surgem aparatos mediadores en-tre o sujeito e a realidade parece não desacelerar. Ao observar situações em que tanto o humano quanto seus ambientes culturais se estendem e se ampliam, o debate sobre o que há entre o criador e o mundo em que surge a criação torna-se premente.

  • n. 9 (2013)

    A revista do Programa de Pós-Graduação em Artes da Universidade Federal do Espírito San­to (PPGA/UFES) chega ao seu nono número com foco certeiro na tentativa de contribuir para o debate sobre as relações da arte em sua media­ção com os espaços urbanos contemporâneos.

    Abarcar a complexidade e a variedade das for­mas de ação da arte ligadas a lugares, comuni­dades, tradições e mesclas culturais é por certo um empreendimento hercúleo. A Farol 9 dispen­sa as intenções de cerceamento de um campo tão vasto. As vertentes das relações entre arte e cidade, ou entre a arte e o espaço urbano, de­senvolvem-se atreladas às transformações da paisagem, dos territórios, lugares, fluxos de in­formação e entrelaçamentos políticos.

  • n. 8 (2008)

    O objeto estético — aquele que se coloca aos sen­tidos, bem como o objeto artístico (uma convenção da cultura) — sempre exerceu um fascínio e curiosidade quanto a sua gênese e ao seu funcionamento, assim como, tudo o que gira em torno da criação de uma obra ou da vida de artistas. Como resultado disso, se tem um grande número de biografias envolvendo tanto a obra em sua feitura, quanto as particulari­dades da vida privada dos artistas. Algumas dessas edições biográficas trazem diários, cartas a amigos e irmãos; outras, os estudos que levaram a producao de determinados objetos artísticos auxiliando na verificação, por parte do leitor, de facetas da feitura da obra, elementos de sua composição, de cor, forma, etc. Ou, ainda outros que, colocando esses esbocos quase como obra encerada em si mesma, os conso­lida como auxiliares na manutenção do mito da inspiração na arte, da ideia primeira da genialidade do artista, a qual tern sido mantida pela mídia e pelo mercado de arte — que, por muito tempo, desconsi­deraram o valor genético do processo de criação.

    Mas, devemos superar o olhar bucólico ou voyerista sobre esses documentos processuais. A investigação cientifica desses rastros da criação leva a verificação de que o processo criativo envolve faze­res e saberes que passam despercebidos ao grande publico, que tem contato somente com a obra final exposta ou impressa. Essa tem sido a meta dos pes­quisadores do processo de criação desde a década de 1960, quando Louis Hay e Almuth Gresillon começaram a estudar os rascunhos de escritores franceses e criaram a Crítica Genética, atualmente conhecida também como critica de processo. 0 foco desses es­tudos no Brasil concentra-se em São Paulo, em torno da PUC e da USP; porem, a partir de 2000, começaram a aparecer novos grupos de pesquisadores interessados nesse objeto investigativo.
  • n. 7 (2006)

    Este sétimo número da Revista Farol foi viabilizado na pareceria do Centro de Artes da Universidade Federal do Espírito Santo com a CAPES, por meio do Programa de Qualificação Institucional — PQI. Sua temática para reflexão é O Duplo e seus Sentidos.

    Partimos do principio de que quando um objeto estático se põe aos sentidos do observador, em espaços públicos ou privados, sabe-se que esse objeto pertence a urn conjunto de significações e tradições que o definem como tal, tornando possível sua apreensão e compreensão como fenômeno de uma totalidade excludente: um sistema semi­otic° mais ou menos fechado, definido por um conjunto de leis e convenções que permitem tal percepção. Tomamos algumas palavras de Pierce, que provoca para que " [...] consideremos agora o que poderia surgir como existindo no instante presente se estivesse completamente separado do passado e do futuro. Só podemos adivinhar, pois nada é mais oculto do que o presente absoluto" - para propor que o fenômeno é percebido na duplicidade de sua existência constituída tanto no tempo, quanto no espaço, e da qual podemos apreender apenas possibilidades.

  • n. 6 (2005)

    Este número da revista Farol reúne um expressivo conjunto de textos que, sob diferentes ângulos de percep­ção, versam sobre problemáticas correlatas entre artes e comunicação. Essa temática especial mobiliza desafios postos no projeto desenvolvido pelo Grupo de Estudos e Pesquisas em Comunicação e Artes (GPeCA) de Centro de Artes da Universidade Federal do Espírito Santo (CAR/UFES), que, desde 2002, recebe o incentivo da Co­ordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Su­perior (Capes), por meio do Programa de Qualificação Institucional (PQI).