Tiempo, trabajo y desigualdades raciales y territoriales: la intensificación del trabajo entre los conductores uberizados

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.47456/geo.v6i43.52528

Palabras clave:

uberización, geografía, precarización

Resumen

El artículo analiza las repercusiones de la expansión de las plataformas digitales sobre la gestión del tiempo y la intensificación del trabajo, centrándose en la realidad de los conductores de Uber en Belo Horizonte y su región metropolitana. Se discute cómo la emergencia de la “uberización” reconfigura la disputa histórica entre capital y trabajo, introduciendo mediaciones tecnológicas que sofistican la extracción de plusvalía absoluta y relativa mediante la gestión algorítmica y la reducción de las porosidades del proceso laboral. La metodología se basó en el análisis de los microdatos de la Encuesta UBER/RMBH (2022), articulado con revisiones bibliográficas. Los resultados revelan un intenso proceso de precarización de los conductores que trabajan para Uber, manifestado en la extensión de las jornadas laborales, la desregulación de la distribución de dicha jornada y una tendencia a la ininterrumpibilidad del trabajo. Además, se demostró que la precarización no se manifiesta de forma homogénea, sino que está mediada por marcadores sociales de raza y territorio, los cuales definen distintos grados de exposición a la explotación.

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Biografía del autor/a

  • Luca Bonando

    Licenciado em Geografia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Também sou técnico em Alimentos formado pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo - IFSP - Campus São Roque, obtendo este título e 2017. Tenho passagens pela Universidade federal de Itajubá (2018), no curso de Engenharia Ambiental e na Unicamp (2019), em Geografia. Atualmente, integro o Grupo de Estudos e Pesquisas Geográficas [Continente] do Departamento de Geografia Instituto de Geociências da UFMG, pesquisando as novas dinâmicas socioespaciais com a emergência da plataformização da sociedade e do território.

  • Gustavo Emiliano Silva

    Gustavo Emiliano Silva é graduando em Geografia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), desenvolvendo investigações acadêmicas sobre as reconfigurações da divisão territorial do trabalho no período atual. Sua linha de pesquisa foca na análise da precarização laboral e nos mecanismos de gerenciamento algorítmico do trabalho na metrópole de Belo Horizonte (MG). Está vinculado ao Departamento de Geografia do Instituto de Geociências da UFMG, onde compõe o Grupo de Estudos e Pesquisas Geográficas [continente] – Espaço, Técnica e Ação: razão global e razões locais (CNPq). Sua experiência e produção acadêmica concentram-se nas áreas de Geografia Econômica, Geografia Urbana e Geografia do Trabalho, abordando temas como a plataformização do território, os impactos socioespaciais das tecnologias digitais e as novas configurações do poder no meio técnico-científico-informacional.

    Como pesquisador em formação no Observatório das Plataformas Digitais (OPD), colabora em estudos que cruzam espaço geográfico, técnica e fluxos informacionais, com ênfase nas transformações territoriais impulsionadas pela economia de plataforma e pela digitalização das relações socioespaciais. No âmbito das atividades do OPD, participou do projeto de pesquisa “Plataformas digitais de transporte privado por aplicativo e novas relações de trabalho em Belo Horizonte (MG)”, realizado em regime de cooperação entre a UFMG e o Ministério Público do Trabalho (MPT-MG). Sua atuação envolveu a análise das dinâmicas quantitativas e qualitativas que regem o trabalho de motoristas por aplicativo na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

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Distribuição racial dos motoristas por grupo

Publicado

23-07-2026

Número

Sección

Dossier temático. Coloquio Espacio y Economía. Dominancia financiera, capitalismo de plataforma y reestructuración productiva

Cómo citar

BONANDO, L.; SILVA, G. E. Tiempo, trabajo y desigualdades raciales y territoriales: la intensificación del trabajo entre los conductores uberizados. Geografares, v. 6, n. 43, p. e-52528, 23 jul.2026.