Tiempo, trabajo y desigualdades raciales y territoriales: la intensificación del trabajo entre los conductores uberizados
DOI:
https://doi.org/10.47456/geo.v6i43.52528Palabras clave:
uberización, geografía, precarizaciónResumen
El artículo analiza las repercusiones de la expansión de las plataformas digitales sobre la gestión del tiempo y la intensificación del trabajo, centrándose en la realidad de los conductores de Uber en Belo Horizonte y su región metropolitana. Se discute cómo la emergencia de la “uberización” reconfigura la disputa histórica entre capital y trabajo, introduciendo mediaciones tecnológicas que sofistican la extracción de plusvalía absoluta y relativa mediante la gestión algorítmica y la reducción de las porosidades del proceso laboral. La metodología se basó en el análisis de los microdatos de la Encuesta UBER/RMBH (2022), articulado con revisiones bibliográficas. Los resultados revelan un intenso proceso de precarización de los conductores que trabajan para Uber, manifestado en la extensión de las jornadas laborales, la desregulación de la distribución de dicha jornada y una tendencia a la ininterrumpibilidad del trabajo. Además, se demostró que la precarización no se manifiesta de forma homogénea, sino que está mediada por marcadores sociales de raza y territorio, los cuales definen distintos grados de exposición a la explotación.
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