Análise da cobertura vegetal e uso das terras em unidades geoambientais, nos municípios de Castelo do Piauí e Juazeiro do Piauí, Nordeste, Brasil
DOI :
https://doi.org/10.7147/GEO21.10478Résumé
É essencial a utilização do geoprocessamento para mapeamento das unidades geoambientais e sensoriamento remoto para análise da cobertura das terras, principalmente, em Áreas Suscetíveis à Desertificação (ASD), tais como os municípios de Castelo do Piauí e Juazeiro do Piauí. Desse modo, o presente estudo propôs-se a identificar as unidades geoambientais presentes nos municípios de Castelo do Piauí e Juazeiro do Piauí e analisar, por meio das imagens do satélite Landsat 5 TM e do sensoriamento remoto, o estado da cobertura vegetal e o uso das terras nas referidas unidades. Foram identificadas cinco unidades geoambientais, tomando como base os Modelos Digitais de Elevação (MDE) e técnicas de geoprocessamento, a saber: i) Superfície Pedimentada Dissecada em Morros/Colinas e Formas Tabulares de Juazeiro do Piauí; ii) Patamares Estruturais da Bacia do rio Poti; iii) Vale da Bacia do rio Poti; iv) Superfície Pedimentada Dissecada em Morros/Colinas e Formas Tabulares de Castelo do Piauí e v) Rebordos Cuestiformes Conservados do Interior da Bacia Sedimentar do Maranhão/Piauí. Os dados do NDVI, da cobertura e do uso das terras apontaram correlação entre si e evidenciaram que as referidas unidades geoambientais apresentaram aumento nos valores das classes de maior proteção da cobertura vegetal, na redução das atividades agropecuárias e no aumento da caatinga arbustiva e caatinga arbórea. Amplia-se assim o conhecimento sobre a dinâmica ambiental da área em estudo com vista ao seu ordenamento territorial.Téléchargements
Références
ALVES, André. 2004. Os Argonautas do Mangue. São Paulo: ed. Unicamp/imprensa oficial.
BICALHO, C. S. 2012. Além da superfície: um estudo sobre os impactos do desenvolvimento na pesca artesanal de Regência Augusta – ES. Dissertação (Mestrado em Administração). Universidade Federal do Espírito Santo-UFES, Vitória, 2012.
BITENCOURT, Luciana. 1994. A fotografia enquanto instrumento etnográfico. Anuário Antropológico, Rio de Janeiro, v. 92, p.225-241.
BRITTO, Rosyan. 1999. Modernidade e tradição: construção da identidade social dos pescadores de Arraial do Cabo - RJ. Niterói: UFF.
CRANE, J.; ANGROSINO, M. 1984. Fields projects in Antropology – a student handbook. 2ed. Illinois: Waveland Press, Inc..
COLLIER Jr., John; COLLIER, M. 1986. Visual anthropology: photography as a research method. Revised and expanded edition. Albuquerque: University of New Mexico Press.
DESCOLA, P. 2000. Ecologia e cosmologia. In. Diegues, A. C. Etnoconservação (Org.) 2ªed. São Paulo: Anablume Ed.
DIEGUES, Antônio Carlos. 1999. A sócio-antropologia das comunidades de pescadores marítimos no Brasil. Etnográfica, Lisboa, v. 3, p. 361-375.
GEERTZ, C. 1999. O saber local: novos ensaios em antropologia interpretativa. Petrópolis: Vozes.
GODOLPHIN, N. 1995. A fotografia como recurso narrativo: problemas sobre a apropriação da imagem enquanto mensagem antropológica. In: Horizontes Antropológicos. Porto Alegre, ano 1, n. 2, p.125- 142.
KANT, R. DE L. 1997. Pescadores de Itaipú: meio ambiente, conflito, ritual e pesca. Niterói: Ed. UFF.
KEYES, C. F. 1983. The observer observed: Changing Identities of ethnographers in a Northeastern Thai Village. In LAWLESS, R.; SUTLIVE,V.J.; ZAMORA, M. Fieldwork: The human experience. London: Gordon Beach, Science Publ..
KNOX, W.; CORADINI, Lisabete. 2007. Imagens e espelho: reflexões sobre o uso da fotografia em comunidades pesqueiras. Cadernos de Antropologia e Imagem (UERJ), v. 1, p. 35-47.
KNOX, W. 2009. Vivendo do mar: modos de vida e de pesca. 1. ed. Natal: Edufrn. v. 1. 189 p.
KNOX, W. 2011. A imagem fotográfica: observando e observada. In: Lisabete Coradini e Francisca Miller. (Org.). Imagem e meio ambiente: debates atuais. Natal: EDUFRN, p. 55-81.
LAWLESS, R.; SUTLIVE, V. J.; ZAMORA, M. 1983. Fieldwork: The human experience. London: Gordon Beach, Science Publ.
LEITE, M. L. M. 1998. Texto visual e texto verbal. In: FELDMAN-BIANCO, B.; LEITE, M. M. (Org.). Desafios da imagem: fotografia, iconografia e vídeo nas Ciências Sociais. São Paulo: Papirus.
LEITE, Rogerio Proença. 2010. A inversão do cotidiano. Práticas sociais e rupturas na vida urbana contemporânea. DADOS – Revista de Ciências Sociais, Rio de Janeiro, vol. 53, no. 3, pp. 737 a 756.
MARTINS, José de Souza. 2011. Sociologia da fotografia e da imagem. São Paulo: Contexto.
MEAD, Margaret. 1995. Visual Anthropology. In:______. A discipline of words, principles of visual anthropology. 2th ed. Le Hague, Mouton, EU.
MEIRELLES, Daniela; CALAZANS, Marcelo. 2006. H2O para celulose x água para todas as línguas: o conflito ambiental no entorno da Aracruz Celulose S/A – Espírito Santo. [s.i.: s.n.].
SILVEIRA, Pedro Castelo Branco. 2011. Pesca artesanal, territórios e os impactos dos grandes empreendimentos. Coletiva, [S.I.], n. 3, jan/fev/mar. Disponível em: . Acesso em: 28 de junho de 2011.
VALADE, Bernard. 1995. Mudança Social. In. BOUDON, Raymond (direção). Tratado de Sociologia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor.
ROUÊ, M. 2000. Novas perspectivas em etnoecologia: “saberes tradicionais” a gestão dos recursos naturais. In. Diegues, A. C. Etnoconservação (Org.), 2ªed. São Paulo: Anablume Ed..
SAMAIN, E. 1994a. Oralidade, escrita, visualidade. Meios e modos de construção dos indivíduos e das sociedades humanas. In: JUNQUEIRA FILHO, L. C. (Org.). Perturbador mundo novo: história, psicanálise e sociedade contemporânea 1492-1992. São Paulo: Escuta, 1994a. pp. 289-301.
SAMAIN, E. 1994b. Para que a Antropologia consiga tornar-se visual. In: FAUSTO NETO, A. (Org.) Brasil, comunicação, Cultura e Política. Rio de Janeiro: Diadorim Ed., p. 33-46.
SCHAMA, Simon. 1996. Paisagem e memória. São Paulo, Companhia das Letras.
ZUNTI, Maria Lucia Grossi. 1941. Panorama histórico de Linhares. Linhares: Prefeitura Municipal de Linhares, 1941.
Téléchargements
Publiée
Numéro
Rubrique
Licence
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) (Veja O Efeito do Acesso Livre).




















