Saúde sexual, reprodutiva e acesso às Unidades Básicas de Saúde de mulheres quilombolas da Região do Norte do Espírito Santo
DOI:
https://doi.org/10.30712/guara.v1i16.40924Palabras clave:
saúde sexual e reprodutiva, acesso aos serviços de saúde, grupo com ancestrais do continente africano, mulheres, estudos transversaisResumen
Objetivo: Descrever as características da saúde sexual, reprodutiva e o acesso aos serviços de saúde de mulheres quilombolas residentes na região Norte do Espírito Santo. Métodos: Estudo transversal, de base populacional realizado com mulheres quilombolas entre março de 2017 a janeiro de 2019. Mulheres autodeclaradas quilombolas foram entrevistadas face a face utilizando um questionário com variáveis sócio demográficas, da saúde sexual e reprodutiva e o acesso aos serviços de saúde, após ter sido aprovado por um Comitê de Ética em Pesquisa. A análise estatística foi constituída pelo cálculo de média e desvio padrão ou mediana e intervalo interquartil. Foi realizado teste do quiquadrado de Fisher para identificar as diferenças associadas ao local de residência (zona rural e zona urbana). Resultados: Residir em zona rural foi mais frequente em mulheres quilombolas com baixa escolaridade, primeira relação sexual com menos de 15 anos, possuir três ou mais filhos e maior dificuldade de acesso aos serviços de saúde. Conclusão: Os resultados indicaram que existem diferenças relacionadas às questões sócio demográficos e da saúde sexual e reprodutiva entre mulheres quilombolas de área urbana e rural. Residir em área rural sugere uma dificuldade de acesso aos serviços de saúde. Torna-se necessário que políticas públicas direcionadas à população negra sejam implementadas para reduzir o racismo estrutural presente em nossa sociedade.
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