Polinização por abelhas
uma proposta de educação ambiental por meio de um jogo pedagógico
DOI:
https://doi.org/10.30712/48587Palavras-chave:
Abelhas nativas, Biodiversidade, Conservação, EnsinoResumo
O uso indiscriminado de defensivos agrícolas, associado à perda de habitat e à competição com espécies exóticas, ameaça a sobrevivência e a reprodução de abelhas nativas. Este trabalho apresenta e analisa a aplicação do jogo pedagógico “Poliniza: o jogo das flores” como instrumento de educação ambiental voltado à sensibilização sobre o papel das abelhas nativas na polinização e na conservação da biodiversidade. Desenvolvido com material de baixo custo e organizado em quatro níveis de complexidade, o jogo integrou um conjunto de atividades que incluiu moldes da morfologia floral e observação de abelhas e de grãos de pólen ao microscópio. A ação foi realizada em espaço de ensino não formal, na Área de Relevante Interesse Ecológico Laerth Paiva Gama, em Alegre, Espírito Santo, e alcançou cerca de duzentos participantes de diferentes faixas etárias. Os registros fotográficos, as anotações de campo e os relatos dos participantes evidenciaram três padrões de apropriação: crianças da vizinhança retornaram com familiares e reproduziram explicações sobre a polinização; estudantes de escola privada relacionaram o conteúdo a plantas cultivadas em casa; e agricultores buscaram informações técnicas sobre conservação. Conclui-se que a atividade favoreceu a integração entre saberes populares e científicos.
Downloads
Referências
ALBUQUERQUE, B. P. As relações entre o homem e a natureza e a crise socioambiental. 2007. Monografia (Ensino Médio Integrado ao Ensino Técnico de Laboratório de Biodiagnóstico em Saúde) – Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, 2007.
BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da República, 1988. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 21 fev. 2026.
BRASIL. Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999. Dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 1999. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9795.htm. Acesso em: 20 abr. 2025.
BRASIL. Lei nº 9.985, de 18 de julho de 2000. Regulamenta o art. 225, § 1º, incisos I, II, III e VII da Constituição Federal, institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 2000. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9985.htm. Acesso em: 28 maio 2025.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, DF: MEC, 2017. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/escola-em-tempo-integral/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal.pdf. Acesso em: 16 abr. 2025.
CAETANO, T. S. G.; FRANCO, J. R.; OLIVEIRA, V. C.; AGOSTINHO, I. M.; ALMEIDA, I. A.; DAL PAI, E.; NARDI JUNIOR, G. A importância das abelhas sem ferrão na polinização das culturas agrícolas no Brasil. Revista Delos, v. 17, n. 61, p. 1–14, 2024. DOI: https://doi.org/10.55905/rdelosv17.n61-126.
FELIPE NETO, C. A.; LIMA NETO, A. M. Educação Ambiental e abelhas sem ferrão: proposta de intervenção didática interdisciplinar na educação profissional e tecnológica. Revista Brasileira de Educação Ambiental, v. 17, n. 6, p. 247–261, 2022. DOI: https://doi.org/10.34024/revbea.2022.v17.14351.
GEWANDSZNAJDER, F.; PACCA, H. Teláris Essencial Ciências: 8º ano. 1. ed. São Paulo: Ática, 2022.
GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2008.
HORSTH, L. C.; ABREU, V. H. R.; GONÇALVES, A. F. S.; REIS, L. T. Dia a dia botânico: uma proposta lúdica para o ensino de ciências. Revista Guará, v. 18, p. 189-201, 2025. Disponível em: https://periodicos.ufes.br/guara/pt_BR/article/view/44435.
IMPERATRIZ-FONSECA, V. L.; CANHOS, D. A. L.; ALVES, D. A.; SARAIVA, A. M. (org.). Polinizadores no Brasil: contribuição e perspectivas para a biodiversidade, uso sustentável, conservação e serviços ambientais. São Paulo: Edusp, 2012.
LOPES, I. S.; ZONARO, L. D.; CAVALCANTE, M.; SANTOS, T. C.; SILVA, P. M.; LEGENDRE, A. O.; TALMON, J. L. B. Agrotóxicos: a ameaça de extinção das abelhas no Brasil. In: MENDES JÚNIOR, L. et al. (org.). Programa Educativo e Social JC na Escola: ciência alimentando o Brasil. 2. ed. São Paulo: Centro Paula Souza, 2018. Disponível em: https://www.agbbauru.org.br/publicacoes/Alimentando2ed/Alimentando2ed.htm. Acesso em: 20 abr. 2025.
LOPES, L. T.; NOCELLI, R. C. F.; MONQUERO, P. A. Os impactos dos herbicidas em abelhas nativas brasileiras. Revista Brasileira de Meio Ambiente, v. 12, n. 2, p. 102–122, 2024. DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.14606820.
LOUREIRO, C. F. B. Crítica ao fetichismo da individualidade e aos dualismos na educação ambiental. Educar em Revista, n. 27, p. 37–53, 2006. Disponível em: http://educa.fcc.org.br/pdf/er/n27/n27a04.pdf. Acesso em: 21 fev. 2026.
LOUREIRO, C. F. B. Educação ambiental crítica: contribuições e desafios. In: MELLO, S. S.; TRAJBER, R. (coord.). Vamos cuidar do Brasil: conceitos e práticas em educação ambiental na escola. Brasília, DF: MEC; MMA; UNESCO, 2007. p. 65–73.
MARTINS, I. M.; GUIMARÃES, S. O.; CUTRIM, C. H. G.; MIRANDA, A. S.; ARAÚJO, V. A. Borboleteando: jogo didático como alternativa no processo de ensino-aprendizagem em ciências. Revista de Ensino de Biologia da SBEnBio, v. 14, n. 2, p. 759–775, 2021. DOI: https://doi.org/10.46667/renbio.v14i2.514.
MEDEIROS, A. M.; CARVALHO, J. M. H.; ALVES, Y. R. A.; FERNANDES, E. M.; MEDEIROS, A. V. S.; GUEDES, R. S. Educação Ambiental por meio das abelhas sem ferrão. Caderno Impacto em Extensão, v. 3, n. 1, 2023. Disponível em: https://revistas.editora.ufcg.edu.br/index.php/cite/article/view/664. Acesso em: 28 abr. 2025.
OLIVEIRA, A. N.; DOMINGOS, F. O.; COLASANTE, T. Reflexões sobre as práticas de Educação Ambiental em espaços de educação formal, não-formal e informal. Revista Brasileira de Educação Ambiental, v. 15, n. 7, p. 9–19, 2020. DOI: https://doi.org/10.34024/revbea.2020.v15.10064.
PEREIRA, A. M.; SANTANA, M.; WALDHELM, M. Passaporte para Ciências. v. 2. Livro do professor. 2. ed. São Paulo: Editora do Brasil, 2006.
RECH, A. R.; AGOSTINI, K.; OLIVEIRA, P. E.; MACHADO, I. C. (org.). Biologia da polinização. Rio de Janeiro: Projeto Cultural, 2014.
RONQUI, L.; NUNES, R. O. Meliponicultura e extensão universitária: abordagem sobre a criação de abelhas sem ferrão. Revista Brasileira de Extensão Universitária, v. 15, n. 2, p. 203–210, 2024. DOI: https://doi.org/10.29327/2303474.15.2-8.
SANTOS, L. C.; CECCON, M. R.; PEREIRA, W. S.; SANTOS, T. L.; RICHTER, E. M.; SOUSA, C. E.; BORGES, B. E.; BRASIL, N. S.; RICHTER, A. S. A preservação das abelhas-sem-ferrão através do diálogo de saberes. Curitiba: Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná, [2025]. Disponível em: https://www.idrparana.pr.gov.br/system/files/publico/Comunicacao/Santos_dialogo_abelhas.pdf. Acesso em: 21 fev. 2026.
SAVIANI, D. Pedagogia histórico-crítica: primeiras aproximações. 8. ed. Campinas: Autores Associados, 2003.
SILVA, W. M.; ZORZANELLI, J. P. F.; MOREAU, J. S.; ABREU, K. M. P.; KUNZ, S. H. Estrutura e sucessão ecológica de uma comunidade florestal urbana no sul do Espírito Santo. Rodriguésia, v. 68, n. 2, p. 301–314, 2017. DOI: https://doi.org/10.1590/2175-7860201768202.
SPADIM, T. O.; TOLEDO, C. B. F.; NETO, D. V. Educação ambiental em espaços não formais de ensino: uma revisão sistemática da literatura. Ambiente: Gestão e Desenvolvimento, supl. 1, e1690, 2025. DOI: https://doi.org/10.24979/ambiente.vi.1690.
TAVARES, M. G.; ARAUJO, J. M.; SANTANA, W. C.; ELIZEU, A. M.; SILVA, L. A.; LADEIRA, J. S.; RUBINGER, M. M. M.; CAMPOS, L. A. O.; LINO-NETO, J. Abelhas sem ferrão: educação para conservação. Interação ensino-pesquisa-extensão voltada para o ensino fundamental. Revista Brasileira de Extensão Universitária, v. 7, n. 2, p. 113–120, 2016. DOI: https://doi.org/10.36661/2358-0399.2016v7i2.3128.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Direitos autorais (c) 2025 Lucinea Carolina Horsth, Thais de Azevedo Bicalho, Jessica Terra Soares, Vanessa Holanda Righetti de Abreu

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
A Revista Guará adota a licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0), segundo a qual os autores mantêm os direitos autorais sobre seus trabalhos submetidos e publicados na revista.
Os autores são responsáveis por declarar que o manuscrito submetido é original, que não foi publicado anteriormente e que não está em processo de avaliação simultânea em outro periódico. Após a submissão, os manuscritos passam por processo de avaliação por pares.
Ao submeter o manuscrito, os autores concedem à Revista Guará o direito de primeira publicação, permanecendo livres para estabelecer acordos adicionais de distribuição não exclusiva da versão publicada (por exemplo, em repositórios institucionais, páginas pessoais ou como parte de obras futuras), desde que seja devidamente reconhecida a autoria e a publicação original na revista.
A Revista Guará incentiva a disseminação ampla dos trabalhos publicados, incluindo sua disponibilização em repositórios institucionais e outras plataformas, como forma de ampliar a visibilidade e o impacto da produção científica.
De acordo com a licença CC BY 4.0, os usuários têm o direito de:
- Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer meio ou formato;
- Adaptar — remixar, transformar e criar a partir do material para qualquer finalidade, inclusive comercial.
Esses direitos são irrevogáveis, desde que sejam respeitados os seguintes termos:
- Atribuição — deve ser concedido o devido crédito aos autores, fornecido o link para a licença e indicada a realização de eventuais modificações. A atribuição deve ser feita de maneira razoável, sem sugerir apoio ou endosso por parte dos autores ou da revista ao uso realizado.
A licença não impõe restrições adicionais ao uso do material, não sendo permitido aplicar termos legais ou medidas tecnológicas que limitem os direitos concedidos pela licença.

