A extensão na pós-graduação e a (in)existência do limiar entre ser formador e ser formando
DOI:
https://doi.org/10.30712/52808Palavras-chave:
Extensão universitária, Pós-graduação, Formação Continuada Coletiva, Educação inclusivaResumo
Este artigo discute as contribuições da extensão universitária na pós-graduação, a partir de uma Formação Continuada Coletiva realizada com servidores da educação de diferentes funções, com foco na inclusão escolar de estudantes com deficiência, na microrregião Central Serrana do Espírito Santo. Problematiza-se o movimento simultâneo de ser formador e formar-se no desenvolvimento da ação extensionista. A ação integra um projeto mais amplo, com encontros presenciais e a distância, inédito no estado, que envolveu cerca de mil servidores entre 2024 e 2026, apoiado pelo Programa de Extensão na Pós-Graduação da Universidade Federal do Espírito Santo (Proext-PG/UFES), pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (FAPES). Discutem-se, de modo teórico-empírico, dois momentos formativos a distância sobre "Cuidar de quem cuida" e "Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA): prática na escola", evidenciando como o cuidado, a comunicação e a partilha de saberes fortalecem práticas inclusivas no cotidiano escolar e compreendendo a formação como processo contínuo, dialógico e coletivo. Conclui-se que a extensão na pós-graduação promove a transformação social, ressignifica práticas pedagógicas e contribui para a consolidação de uma cultura escolar inclusiva, ética e emancipadora e para a formação dos pós-graduandos.
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