A IDENTIDADE AFRICANA: QUE CAMINHOS?

Autores

  • Paulina Chiziane

Resumo

O meu país, Moçambique, independente a menos de 40 anos, precisa destes espaços para refletir sobre si mesmo e trocar experiencias sobre os caminhos que devemos seguir juntos na busca da nossa identidade. Enquanto nas américas os negros eram escravizados, nós eramos colonizados em Africa, perdendo a identidade dentro do nosso próprio território. A violência da colonização apagou muitos traços da nossa essência. Se perguntar hoje, alguma coisa sobre a história de Africa a um moçambicano, é comum ouvir a seguinte resposta: ´desde o tempo colonial que´… Não consegue visualizar o passado histórico do seu continente. Fala do tempo colonial como se este fosse o ponto de partida de toda a sua existência. É como se não houvesse nada antes da colonização. Mais grave ainda, é como se o colonialismo fosse o criador das nações africanas. Lógico. O colonialismo se esforçou por apagar tudo: a história, a memória, a humanidade, a dignidade, a vida, a transcendência. Por isso é de louvar, a realização de conferências desta natureza que nos ajudam a despertar e a lutar de mãos dadas na reconstrução da nossa identidade.

Biografia do Autor

Paulina Chiziane

Escritora moçambicana, é autora de várias obras como: Ventos do apocalipse (1999), O sétimo juramento, Balada de amor ao vento (2003), Niketche: uma história da poligamia (2004), As andorinhas (2013), Por quem vibram os tambores do além? (2013) este em parceria com Rasta Samuel Pita.

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Publicado

2016-08-24